Técnicas de imunoprecipitação e Elisa na detecção de anticorpos anti-Fonsecaea pedrosoi na cromoblastomicose

Cromoblastomicose (CBM) é infecção subcutânea causada por vários fungos demáceos. O agente mais importante no Brasil é Fonsecaea pedrosoi, que se apresenta nas lesões como células de coloração acastanhada, com divisão transversal e longitudinal, originando as denominadas "células muriformes&quo...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Vidal, Mônica Scarpelli Martinelli, Castro, Luis Guilherme Martins de, Cavalecate, Sônia Cristina, Lacaz, Carlos da Silva
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2003
País:Brasil
Recursos:Instituto de Medicina Tropical (IMT)
Repositório:Revista do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo
Idioma:inglês
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/30761
Acesso em linha:https://www.revistas.usp.br/rimtsp/article/view/30761
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Chromoblastomycosis
Fonsecaea pedrosoi
Serologic tests and antigen
Descrição
Resumo:Cromoblastomicose (CBM) é infecção subcutânea causada por vários fungos demáceos. O agente mais importante no Brasil é Fonsecaea pedrosoi, que se apresenta nas lesões como células de coloração acastanhada, com divisão transversal e longitudinal, originando as denominadas "células muriformes". Esta infecção apresenta caráter universal, mas países como Madagascar e Brasil apresentam alta incidência. O diagnóstico é realizado através dos exames clínico, direto e histopatológico, acompanhado de cultura e identificação do agente etiológico. Os testes sorológicos foram aplicados para identificar anticorpos específicos frente a antígenos de Fonsecaea pedrosoi e várias metodologias têm sido empregadas para identificação sorológica e o diagnóstico da CBM. Neste estudo, avaliamos reações de imunodifusão dupla (DID), contraimunoeletroforese (CIE) e teste imunoenzimático (ELISA) para avaliar a resposta imune humoral na CBM causada por F. pedrosoi. Utilizamos antígeno metabólico para DID e CIE e antígeno somático para ELISA. Nossos dados revelaram 53% e 68% de sensibilidade e 96% e 90,5% de especificidade, respectivamente. O teste de ELISA demonstrou 78% de sensibilidade e 83% de especificidade. Estes resultados indicam que as reações sorológicas podem ser uma ferramenta útil no auxílio diagnóstico desta infecção, quando a cultura do agente não for possível.