Perdas de nitrogênio pela emissão de óxido nitroso (N2O) e sua relação com a decomposição da serapilheira e biomassa de raízes na floresta de Mata Atlântica
Solos de ecossistemas tropicais são considerados maiores emissores naturais de óxido nitroso (N2O) para a atmosfera. Grande parte do N2O produzido a partir destes solos é originada por dois processos microbiológicos, desnitrificação e nitrificação. A dinâmica de produção e decomposição de raízes e d...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2008 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-28102009-171323 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/64/64135/tde-28102009-171323/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Altitude Altitudes Atlantic Forest Florestas tropicais Mata Atlântica Nitrogen Nitrogênio Nitrous oxide Óxido nitroso Soil Solo Tropical forests |
| Sumario: | Solos de ecossistemas tropicais são considerados maiores emissores naturais de óxido nitroso (N2O) para a atmosfera. Grande parte do N2O produzido a partir destes solos é originada por dois processos microbiológicos, desnitrificação e nitrificação. A dinâmica de produção e decomposição de raízes e de serapilheira também contribuem para os estoques de carbono e nitrogênio no solo e para a produção de N2O e outros gases de efeito estufa. Diante do exposto e da grande importância, produtividade e extensão da Mata Atlântica, o presente estudo apresenta como objetivo principal investigar se as perdas de nitrogênio (N) pela emissão de N2O é um componente importante no ciclo do N na Mata Atlântica e se há uma variação nesses fluxos em relação às diferentes altitudes (100, 400 e 1000 m) e em relação a outros parâmetros (sazonalidade, temperatura, umidade do solo, dinâmica de produção e decomposição de serapilheira e raízes, e razão C:N da serapilheira). Não houve diferença na quantidade de chuva entre as áreas estudadas. A temperatura diminuiu com a altitude e foi significativamente mais baixa na altitude 1000 m. A umidade do solo determinada através dos espaços porosos do solo preenchidos por água diminuiu com a altitude. As áreas localizadas a 100 m apresentaram maior produção de serapilheira e entre as demais altitudes não houve diferença significativa na produção. Ao contrário da produção, o estoque de serapilheira e o tempo para decomposição também aumentou com as altitudes. O solo das parcelas localizados a 1000 m apresentaram biomassa de raízes vivas e mortas significativamente maior (P<0,05) e a razão C:N das raízes foi similar para todas as áreas. Os fluxos médios anuais encontrados para cada altitude durante o ano desta pesquisa foram: 3,2 kg-N ha-1 ano-1, 1,3 kg-N ha-1 ano-1 e 0,6 kg-N ha-1 ano-1 para as altitudes 100, 400 e 1000m, respectivamente. As emissões de N2O foram fortemente influenciadas pela umidade do solo e pela temperatura e diminuíram significativamente com a altitude. Os baixos fluxos de N2O a 1000 m são decorrentes da baixa disponibilidade de NO3- que viabiliza os processo de geração de N2O, que é produzido por desnitrificação.Com base nestes resultados, a Floresta de Mata Atlântica apresenta um ciclo de N mais conservador em relação às florestas da região Amazônica tanto pelas diferenças físico-químicas do solo como temperatura e regimes pluviométricos |
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