Isolamento e detecção molecular do Toxoplasma gondii (Nicolle e Manceaux, 1909) de moluscos bivalves marinhos comercializados no mercado de peixes do Município de Santos no Estado de São Paulo
A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição mundial. O Toxoplasma gondii infecta o Homem e a maioria dos animais homeotérmicos. A ingestão de oocistos esporulados é uma das formas de transmissão desse protozoário. Oocistos de T. gondii podem esporular na água do mar e manter a infectividade por até...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-23042009-145558 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10134/tde-23042009-145558/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Toxoplasma gondii Brasil Brazil Mariscos Mussels Oocistos Oocysts Ostras Oysters |
| Sumario: | A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição mundial. O Toxoplasma gondii infecta o Homem e a maioria dos animais homeotérmicos. A ingestão de oocistos esporulados é uma das formas de transmissão desse protozoário. Oocistos de T. gondii podem esporular na água do mar e manter a infectividade por até seis meses. Moluscos bivalves podem filtrar e reter oocistos de T. gondii da água do mar em condições experimentais. O objetivo deste trabalho foi investigar a presença de T. gondii em ostras (Crassostrea rhizophorae) e mariscos (Mytella guayanensis) em condições naturais. Um total de 300 ostras e 300 mariscos foram adquiridos no Mercado de Peixes do município de Santos no estado de São Paulo no período de 05/03/2008 a 29/08/08 e divididos em 60 grupos de cinco ostras e 20 grupos de 15 mariscos. Para o isolamento do parasita, cinco camundongos foram inoculados oralmente com homogenados dos tecidos de cada grupo de ostras ou mariscos. Para a detecção molecular, o DNA dos tecidos dos mariscos foi extraído pelo método de fenol-clorofórmio e o das ostras, pelo método de isotiocianato de guanidina, Em seguida, foi realizada a nested-PCR (Reação em Cadeia pela Polimerase) baseada na amplificação de um fragmento de 155pb do gene B1 de T. gondii. A genotipagem das amostras de T. gondii detectadas foi feita usando a PCR-RFLP (Polimorfismo de Comprimento de Fragmentos de DNA gerados por Enzimas de Restrição) usando os marcadores SAG1, SAG2, SAG3, BTUB, GRA6, c22-8, c29-2, L358, PK1, CS3 e Apico. Não houve isolamento do parasita pelo bioensaio em camundongos. Nos grupos de mariscos, o T. gondii não foi detectado pela n-PCR e, nos grupos de ostras, houve detecção do T. gondii em dois grupos (3,3%). Não foi possível a genotipagem das amostras de T. gondii detectadas. O presente estudo permitiu concluir que ostras da espécie Crassostrea rhizophorae podem filtrar e reter oocistos de T. gondii e que o ambiente marinho do litoral do estado de São Paulo encontra-se contaminado com oocistos desse parasita. Assim, o consumo de ostras cruas pode representar uma potencial via de transmissão de T. gondii para o Homem e para os animais marinhos. |
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