Relação da microbiota intestinal com processos inflamatórios desencadeadores de epilepsia em modelo animal

A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por convulsões espontâneas e recorrentes. Embora vários estudos tenham demonstrado a associação da inflamação à epilepsia, a estreita relação da microbiota intestinal na regulação do sistema imune e neuromodulação através do eixo intestino-cérebro...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Lima, Amanda Muliterno Domingues Lourenço de
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/240313
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/240313
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Microbioma gastrointestinal
Epilepsia
Convulsões
Descripción
Sumario:A epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por convulsões espontâneas e recorrentes. Embora vários estudos tenham demonstrado a associação da inflamação à epilepsia, a estreita relação da microbiota intestinal na regulação do sistema imune e neuromodulação através do eixo intestino-cérebro ainda não foi elucidada. Considerando que parte dos pacientes com epilepsia é refratária aos anticonvulsivantes, a possível relação do perfil microbiano com processos inflamatórios e convulsões pode auxiliar no desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. Esse estudo buscou investigar a relação da microbiota intestinal com o desencadeamento do processo inflamatório relacionado à epilepsia. Ratos Wistar machos com 3 meses de idade (n=40) foram submetidos ao modelo de kindling induzido pelo pentilenotetrazol (PTZ) (25 mg/kg) intraperitoneal (i.p). Os animais foram divididos em quatro grupos experimentais: controle negativo (cloreto de sódio 0,9%), controle positivo (diazepam 2 mg/kg) e grupos teste prednisolona (1 e 5 mg/kg) i.p. por 14 dias, em que foi observada a latência das crises epilépticas. A análise da comunidade bacteriana foi realizada através de espaçadores intergênicos de rRNA (RISA) e sequenciamento de nova geração (NGS). As citocinas interleucina 1 beta (IL-1β) e fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) foram quantificadas de amostras do intestino. A prednisolona resultou no aumento de citocinas IL-1β e TNF-α e da latência das crises convulsivas. Apesar de não haver diferença na diversidade da microbiota intestinal entre os tratamentos, a prevalência de representantes de Actinobacteria, Saccharibacteria e Verrucomicrobia pode estar associada a ortólogos funcionais do metabolismo microbiano que modulam o efeito protetor da prednisolona nas crises convulsivas induzidas por PTZ em ratos.