Fazer sabendo e saber fazendo: agricultoras e agricultores da orgânicos Sul de Minas e a construção cotidiana da certificação participativa na transição agroecológica

Esta reflexão é sobre o protagonismo das agricultoras e agricultores da Central de Associação de Produtores Orgânicos do sul de Minas na construção e consolidação do Organismo Participativo da Avaliação da Conformidade (OPAC Sul de Minas) e Sistema Participativo de Garantia (Sistema Participativo de...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Braga, João Paulo
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2018
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/34820
Acceso en línea:https://repositorio.ufla.br/handle/1/34820
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Extensão rural
Agroecologia
Transição agroecológica
Descripción
Sumario:Esta reflexão é sobre o protagonismo das agricultoras e agricultores da Central de Associação de Produtores Orgânicos do sul de Minas na construção e consolidação do Organismo Participativo da Avaliação da Conformidade (OPAC Sul de Minas) e Sistema Participativo de Garantia (Sistema Participativo de Garantia (SPG Sul de Minas). É analisado também este protagonismo na transição para a Agroecologia, mais do que apenas para obtenção do selo. O estudo tem como objetivo geral compreender o processo de busca por protagonismo na transição para Agroecologia, destacando os conceitos de empoderamento/autonomia das/os agricultoras e agricultores da OSM sobre o SPG e sobre os princípios da Agroecologia. Por se tratar de uma reflexão feita por um agricultor sobre a prática do SPG e os conceitos de Agroecologia, utilizou-se a metodologia da pesquisa-ação, tomando como ponto de partida o estudo de Hirata (2016), que destacava o capital social presente na OSM e que possibilitou a construção do SPG Sul de Minas; este estudo afirma que para a consolidação do SPG seria necessário estimular a participação mais ativa das agricultoras e agricultores para garantir que estes tivessem empoderamento sobre o sistema. A análise documental foi utiliza da, primeiramente, para a construção de um embasamento histórico sobre a ocupação do território do sul de Minas Gerais relacionando com os acontecimentos no mundo e na formação do estado brasileiro. Com enfoque especial para a institucionalização da agricu ltura convencional e o posterior nascimento dos movimentos pela Agroecologia. Esta análise nos possibilitou conhecer o agroecossistema caipira, o jeito de produzir de forma agroecológica das agricultoras e agricultores do sul de Minas. Possibilitou conhecer também as gentes que se formaram em nossa região e numa aproximação progressiva, conhecer as agricultoras e agricultores que formam OSM, compreendendo, assim, as relações entre estas agricultoras e agricultores para formar as organizações, a relação dest as organizações para criação e fortalecimento da OSM e as relações da OSM com sociedade através de seu OPAC/SPG. A Observação Participante e as prosas cotidianas durante os encontros coletivos realizados do ano de 2017 são a base para a compreensão da prát ica do SPG sul de Minas, com foco nos momentos decisivos do processo de certificação da qualidade orgânica e os momentos de formação das agricultoras e agricultores. Buscou-se, finalmente compreender a relação de agricultoras e agricultores com a Agroecolo gia e se SPG Sul de Minas contribui para nosso empoderamento/autonomia em relação aos princípios da Agroecologia e o próprio sistema de certificação participativa. Pudemos observar que as ações tomadas após os resultados de Hirata (2016), foram consideradas eficientes no estímulo à participação, contribuindo para o empoderamento de agricultoras e agricultores e na sua luta por autonomia dentro do SPG e na transição agroecológica, sendo a legislação para certificação orgânica considerada um entrave para o avanço dessa transição. Reforça-se a constatação de Hirata sobre a importância das parcerias com instituições públicas, em especial as de ensino, na consolidação do SPG como espaço de construção da transição agroecológica. Este trabalho propõe a construção d e um movimento mais amplo que envolva outras organizações de agricultoras e agricultores, mais instituições de ensino da região, mais consumidores e agentes da cultura.