Alimentando afetos e partilhando experiências diante do luto neonatal e gestacional
Esta tese tem como análise as narrativas de mulheres produzidas a partir de uma etnografia nos espaços virtuais nacionais que trabalham com o luto neonatal e gestacional. À luz da antropologia das emoções, viso compreender como estas mulheres, em grupos, alimentam-se de afetos e criam estratégias pa...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/19666 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/19666 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Sociologia afeto luto maternidade acolhimento hospitalidade affection mourning motherhood maternal mourning welcome hospitality |
| Sumario: | Esta tese tem como análise as narrativas de mulheres produzidas a partir de uma etnografia nos espaços virtuais nacionais que trabalham com o luto neonatal e gestacional. À luz da antropologia das emoções, viso compreender como estas mulheres, em grupos, alimentam-se de afetos e criam estratégias para lidar com sua dor. Analiso como as gramáticas de dor/sofrimento diante da perda do filho acionam uma gestão do Estado, convertendo em demandas por direitos, por meio dos grupos de apoio à perda neonatal e gestacional. Além disso, viso tensionar o debate sobre a ética na pesquisa em relação a temas sensíveis. Pretendo pensar também nos conceitos analíticos centrais de gênero, moralidade, violência e temporalidade. A ideia também é refletir sobre os efeitos do movimento feminista na produção do se fazer ciência. Desta forma, proponho o trabalho de pensar como o feminismo mudou os estudos de parentesco. Seguindo o debate de parentesco, baseado no texto da Janet Carsten (2014) sobre a materialidade do parentesco, penso a questão da “temporalidade”, e como essa noção é atravessada nas relações de violência, moralidades e afetos. Desta forma, analisando as narrativas das membras dos grupos de apoio a perda neonatal e gestacional nacionais, entendo que ao falar sobre a relação da perda do filho, é acionada também a figura do tempo passado/presente/futuro, no sentido usado pelas interlocutoras que passaram pela perda neonatal e gestacional. Por fim, destaco a importância de acionar o nome do/a filho/a no contexto do luto neonatal e gestacional, pois isso cria a ideia de uma noção de pessoa relacional; desta forma, ao falar sobre a relação da perda do filho, é efetuado um imperativo da materialidade (Memmi, 2015) do corpo e do nome pela figura do tempo passado/presente/futuro, no sentido usado pelas interlocutoras dos grupos de apoio neonatal e gestacional, de que “sou mãe e sempre serei mãe”. Essa produção de memória produz também uma condição de parentesco que nos conecta com o tempo do passado a partir da materialidade dos nomes, de fotos, comidas partilhadas, lembranças, acolhimento e de quem somos no tempo do presente, e cria as possibilidades de fabricar nossas relações de parentesco no futuro (Carsten, 2014). |
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