A cidade em festa: fraternidades folclóricas bolivianas em São Paulo

O artigo propõe uma virada empírica sobre a presença boliviana em São Paulo, colocando as fraternidades folclóricas, suas danças e personagens, como objeto de pesquisa. Assim, pode-se avançar em relação às investigações que já apontaram a migração boliviana em torno da lógica do trabalho, como o “di...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Mendes, Vinícius de Souza
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Cadernos PROLAM/USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/180561
Acceso en línea:https://revistas.usp.br/prolam/article/view/180561
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:São Paulo
Migration
Bolivian migrants
Mobility
Bolivia
migration
mobility
Migración
Bolivianos
Fiesta
Mobilidade
Sao Paulo
migración
bolivianos
fiesta
mobilidad
Migração
Festa
migração
mobilidade
festa
Descripción
Sumario:O artigo propõe uma virada empírica sobre a presença boliviana em São Paulo, colocando as fraternidades folclóricas, suas danças e personagens, como objeto de pesquisa. Assim, pode-se avançar em relação às investigações que já apontaram a migração boliviana em torno da lógica do trabalho, como o “dispositivo oficina de costura” e o agenciamento de trabalhadores informais na Bolívia. Para atingir este objetivo, o artigo conceitua as fraternidades a partir da descrição dos contextos que elas protagonizam, assim como das relações que são promovidas entre os bolivianos, deles com a cidade e com a própria memória do país que eles deixaram. Assim, é possível encontrar e almejar outras potencialidades de compreensão do fenômeno para além das perspectivas já consagradas na literatura. Em segundo lugar, o artigo demonstra que as fraternidades engendram uma outra territorialidade boliviana em São Paulo – marcada pelo movimento constante de pessoas, mas também de objetos, imagens e capital sobre o mapa da cidade. Utilizando “métodos móveis” de análise, foi possível seguir as fraternidades ao longo de um ano em seus “ciclos de festas”. Ao estar em movimento com elas, descobriu-se toda uma circulação urbana - cujas lógicas vão além das delimitadas pela demanda por trabalho – que se realiza dançando.