Efeitos do gradiente altitudinal na diversidade taxonômica, filogenética e funcional de assembleias de aves na Chapada Diamantina, Bahia

Altitude figura entre as principais variáveis ecológicas que influenciam padrões de variação da diversidade biológica. Neste estudo analisamos os padrões de diversidade alfa taxonômica filogenética e funcional de assembleias de aves ao longo de um gradiente altitudinal na Chapada Diamantina, porção...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Alves, Maisa Teixeira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42094
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42094
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS
Diversidade alfa
Comunidade
Chapada Diamantina
Serra do Espinhaço
Temperatura
Biodiversidade - Brasil, Nordeste
Biodiversidade - Conservação - Diamantina, Chapada (BA)
Aves - Diamantina, Chapada (BA)
Aves - Efeito da temperatura
Alpha diversity
Community
Temperature
Descripción
Sumario:Altitude figura entre as principais variáveis ecológicas que influenciam padrões de variação da diversidade biológica. Neste estudo analisamos os padrões de diversidade alfa taxonômica filogenética e funcional de assembleias de aves ao longo de um gradiente altitudinal na Chapada Diamantina, porção norte da Serra do Espinhaço. A amostragem foi realizada em cinco cotas de altitude, com três réplicas cada, totalizando 15 pontos amostrais: 400-500 m, 600-700 m, 800-900 m, 1000-1100 m e 1200-1300 m. Em cada unidade amostral as aves foram inventariadas usando redes de neblina e pontos de escuta. O padrão da relação entre diversidade e altitude foi investigado por meio de regressão linear. As relações entre diversidade e variáveis ambientais preditoras (temperatura, radiação solar e heterogeneidade de hábitat) foram analisadas com Modelos Lineares Generalizados (MLG). Registramos 162 espécies de aves distribuídas em 43 famílias. A cota 400-500 apresentou maior riqueza (104 espécies), seguida das cotas 600-700 (99 espécies), cota 800-900 (82 espécies), cota 1000-1100 (76 espécies). A cota 1200-1300 apresentou menor riqueza (51 espécies). Encontramos um resultado significativo de decréscimo dos índices Riqueza (R² 0.76, p < .001), PD (R² 0.607, p < .001), FRic (R² 0.319, p < .001) e FDiv (R² 0.541, p < .001), entretanto, o índice MNTD (R² 0.566, p < .001) revelou uma relação positiva com a altitude. Temperatura média anual exibiu efeito significativo com os índices de diversidade ao longo do gradiente. A maior diversidade filogenética em altitudes elevadas e a influência significativa da temperatura nos padrões de diversidade ressaltam a importância do clima para as comunidades de aves em cadeias de montanhas do leste sul americano. Isso destaca a possível sensibilidade dessas comunidades às mudanças climáticas e aos potenciais impactos decorrentes.