Estética modernista e patriarcado capitalista: um estudo sobre Orlando de Virginia Woolf

O objetivo principal desta dissertação de mestrado é uma leitura do romance Orlando: A biography (1928) de Virginia Woolf a partir do levantamento de uma hipótese interpretativa do processo de construção do romance. Basicamente, procura-se investigar como acontece a seleção, organização e articulaçã...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Campos Filho, Lindberg S.
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-17102017-150721
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-17102017-150721/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Modernism
Modernismo
Novel
Patriarcado
Patriarchy
Romance
Virginia Woolf
Descripción
Sumario:O objetivo principal desta dissertação de mestrado é uma leitura do romance Orlando: A biography (1928) de Virginia Woolf a partir do levantamento de uma hipótese interpretativa do processo de construção do romance. Basicamente, procura-se investigar como acontece a seleção, organização e articulação dos materiais sociais e estéticos envolvidos na sua produção de modo a reconstruir momentos-chave da obra, bem como a propor códigos interpretativos. No primeiro capítulo há uma análise dos dispositivos formais que constituem a narração com intuito de revelar os conteúdos sócio-históricos que eles carregam. Já no capítulo dois identifica-se na dialética entre forma e conteúdo do romance duas formações ideológicas antagônicas: a figuração do patriarcado capitalista que organiza a experiência coletiva de maneira autoritária e da estética da modernização cultural que emerge em oposição à primeira. As considerações finais retomam os principais pontos trabalhados nos capítulos anteriores e propõem que o projeto de Woolf tematiza a amplitude da interioridade com o intuito de gerar uma compensação simbólica para crescente desumanização da vida no período entreguerras. Identifica-se, assim, ao menos duas linhas de força da narrativa modernista: uma que aposta na subjetivação e outra na objetivação do processo artístico. Esta dissertação propõe que Woolf se filia à primeira linhagem.