A produção científica brasileira em Ciências Agrárias indexada na Web of Science : características e redes de colaboração (2000-2011)

Este estudo apresenta uma análise bibliométrica da produção científica brasileira em Ciências Agrárias indexada no Science Citation Index Expanded (SCI-EXPANDED) e no Social Sciences Citation Index (SSCI), da base de dados Web of Science (WoS), no período de 2000 a 2011. O corpus da pesquisa foi com...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Vargas, Rosely de Andrade
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/102304
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/102304
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bibliometria
Cientometria
Produção científica
Ciências agrárias
Brazilian science
Agricultural sciences
Scientific production
Bibliometrics
Scientometrics
Scientific collaboration
Scientific communication
Ciencia brasileña
Ciencias agrícolas
Producción científica
Bibliometría
Cienciometría
Colaboración científica
Comunicación científica
Descripción
Sumario:Este estudo apresenta uma análise bibliométrica da produção científica brasileira em Ciências Agrárias indexada no Science Citation Index Expanded (SCI-EXPANDED) e no Social Sciences Citation Index (SSCI), da base de dados Web of Science (WoS), no período de 2000 a 2011. O corpus da pesquisa foi composto por 45.163 artigos de autores vinculados a instituições do Brasil. Para organização e análises dos dados foram utilizados os softwares Bibexel, Excel 2007 e Pajek. Os resultados mostram que o número de artigos brasileiros em Ciências Agrárias na base de dados aumentou 344%, partindo de 1.546 documentos em 2000 e atingindo 6.866 documentos em 2011. A ampliação da coleção de revistas do Brasil na WoS e a publicação de maior número de fascículos anuais por parte de várias revistas nacionais de Ciências Agrárias, recentemente inseridas na base, foram os principais fatores para esse crescimento. A análise dos idiomas de publicação revelou a predominância do inglês, com participação de 57% no total da produção, enquanto o português foi empregado em 42% das publicações. Embora tenham sido encontrados artigos em 799 periódicos de 46 países, 53,5% da produção foi publicada em revistas nacionais com baixo fator de impacto. Entre as temáticas com maior número de artigos, destacaram-se a Agricultura (31,6%), Ciências Veterinárias (15,6%), Ciências das Plantas (10%), Zoologia (9,4%) e Ciência e Tecnologia de Alimentos (7,5%). Na análise de autoria institucional, foram identificadas 5.910 organizações do Brasil e do exterior, mas a produção científica concentrou-se num conjunto de 50 instituições. Esse conjunto, formado majoritariamente por universidades e institutos de pesquisa das esferas públicas, do Sudeste e Sul do país, foi responsável por 66,5% da produção. Dentre os 45.163 artigos, apenas 1.022 documentos, 2,2% do total, foram publicados por um único autor, indicando um considerável grau de colaboração entre pesquisadores. A participação de artigos com autoria múltipla no total das publicações passou de 96,1%, em 2000, para 98,4% em 2011. No que se refere à colaboração intrainstitucional, foram identificados 26.764 artigos em coautoria, 59,3% do total de publicações. A porcentagem de artigos com colaboração entre instituições, de 47,3% em 2000, foi ampliada para 64,2% em 2011. No caso de artigos escritos por pesquisadores do Brasil com pares de outros países, o resultado foi negativo: em 2000, 21,7% da produção envolvia colaboração científica com um ou mais países estrangeiros. Em 2011, a taxa diminuiu para 15,4%. As relações colaborativas mais significativas ocorreram com EUA, França e Alemanha. A baixa taxa de colaboração científica internacional pode ser apontada como o ponto fraco da produção científica das Ciências Agrárias indexada na WoS entre 2000 e 2011. Por outro lado, o expressivo crescimento das publicações e o aumento do número de artigos em coautoria entre pesquisadores e entre instituições nacionais destacam-se como pontos fortes. Esses avanços ocorreram num contexto marcado pela ampliação da coleção de revistas do Brasil na WoS, pelo aperfeiçoamento das revistas científicas nacionais e também pela expansão da pós-graduação na grande área, no país, e pelo consequente aumento do número de doutores e mestres titulados.