Geografia da escravidão na crise do Império: Bananal, 1850 - 1888

A pesquisa tem como objetivo investigar os usos do espaço agrário como um dos elementos centrais para os mecanismos de dominação senhorial e também para as estratégias de resistência escrava. Tendo como base os processos criminais do município de Bananal, o trabalho procura entender que o espaço foi...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Marco Aurelio dos
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-29092014-165602
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-29092014-165602/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Abolicionismo
Abolitionism
Escravidão
Espacialidade
Geografia
Geography
Slavery
Spatiality
Descripción
Sumario:A pesquisa tem como objetivo investigar os usos do espaço agrário como um dos elementos centrais para os mecanismos de dominação senhorial e também para as estratégias de resistência escrava. Tendo como base os processos criminais do município de Bananal, o trabalho procura entender que o espaço foi vetor fundamental para produzir o controle senhorial sobre o conjunto dos homens livres e dos escravos. No entanto, o desejo de ordem e disciplina imposto pelos senhores era constantemente burlado pelos cativos, que se valiam dos conhecimentos adquiridos dos espaços e dos tempos permitidos e proibidos para realizarem um grande número de ações de resistência. Nesta pesquisa, a geografia da escravidão refere-se à dialética existente entre os usos alternativos ou não que os escravos faziam do espaço de plantação e os controles realizados por feitores, administradores e senhores sobre a mobilidade e o corpo dos cativos. Dos conflitos que se originavam desses embates tem-se a possibilidade de se compreender uma nova dinâmica para a resistência escrava. A pesquisa procurou também ultrapassar a escala do município e ampliar os horizontes. Desse modo, conseguiu-se entender a localidade de Bananal não como um estudo de caso , mas como um município articulado a um quadro mais amplo de consolidação, transformação e crise do Estado Imperial. Deste modo, a escravidão e seus corolários geográficos estavam interligados com o momento de crise da escravidão no plano nacional. Por esta razão, foi possível delinear uma nova dimensão da geografia, relacionada com as redes desenvolvidas pelos sujeitos para além dos limites do município