Diálogo intertextual nas epígrafes de Inocência de Taunay

Uma vez que o rico universo literário de Taunay permite uma série de diálogos intertextuais, esta dissertação se propõe a analisar como o autor, nas epígrafes do romance Inocência, dialoga com obras que datam da Antiguidade Clássica ao Romantismo, bem como a relação entre as epígrafes e o enredo da...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Barreto, Ana Cristina Alves de Paula [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/296130
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/296130
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Inocência
Taunay
Epígrafes
Intertextualidade
Paratextos editoriais
Epigraphs
Intertextuality
Editorial paratexts
Descripción
Sumario:Uma vez que o rico universo literário de Taunay permite uma série de diálogos intertextuais, esta dissertação se propõe a analisar como o autor, nas epígrafes do romance Inocência, dialoga com obras que datam da Antiguidade Clássica ao Romantismo, bem como a relação entre as epígrafes e o enredo da obra. Taunay faz uso das epígrafes de maneira estratégica, empregando-as como elementos que antecipam temas, sugerem leituras e ampliam a intertextualidade da obra. Cada capítulo é introduzido por uma epígrafe, frequentemente retirada de textos literários, filosóficos ou históricos, estabelecendo um diálogo entre a narrativa e outras tradições discursivas. Esse recurso demonstra um refinado conhecimento do autor sobre a literatura e a cultura de sua época, além de reforçar a seriedade e a profundidade da história que será narrada. Dessa forma, as epígrafes não apenas servem como ornamento, mas desempenham uma função essencial na construção do sentido da obra. Ao longo do romance, Taunay demonstra uma consciência sofisticada do papel das epígrafes, tornando-as parte integrante da experiência de leitura. Elas não apenas enriquecem o texto principal, mas também desafiam o leitor a estabelecer conexões entre os trechos citados e os acontecimentos narrados. Essa prática reflete um uso refinado do paratexto, ao transformar as epígrafes em elementos que moldam a recepção da obra. Assim, a presença constante dessas citações ao longo de Inocência reforça a complexidade do romance e sua inserção em uma tradição literária que valoriza o diálogo entre diferentes textos e discursos.