A serpente na narrativa de Gênesis 3:  interpretações e tradições judaicas na Antiguidade

Na Bíblia Hebraica, a narrativa de Gênesis 3 apresenta a queda da humanidade por intermédio da tentação da serpente. A pesquisa tem como objetivo o aprofundamento do estudo do papel da serpente em um episódio que representa, segundo a Bíblia, o início da história humana. Nossa análise foi conduzida...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Christiane Tavares Ferreira da
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13072021-182315
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8158/tde-13072021-182315/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Antiguidade
Antiquity
Bible
Bíblia
Biblical exegesis
Exegese bíblica
Genesis
Gênesis
Serpent
Serpente
Descripción
Sumario:Na Bíblia Hebraica, a narrativa de Gênesis 3 apresenta a queda da humanidade por intermédio da tentação da serpente. A pesquisa tem como objetivo o aprofundamento do estudo do papel da serpente em um episódio que representa, segundo a Bíblia, o início da história humana. Nossa análise foi conduzida levando em conta a literatura judaica da Antiguidade, por meio dos documentos não rabínicos. Estudamos, então, a figura da serpente e a narrativa da \"Queda\" presente no livro pseudoepígrafo de Jubileus, no livro deuterocanônico de Sabedoria, nas obras do filósofo Fìlon e do historiador Josefo, além dos livros da literatura apocalíptica Apocalipse de Abraão, 2 Henoc e 3 Baruc, e das recensões de Vida de Adão e Eva. Assim, apresentamos um conjunto de interpretações judaicas sobre a serpente de Gn 3, para uma melhor compreensão dos fundamentos das tradições correlatas à essa figura que permeia o imaginário da humanidade até os dias atuais. A figura da serpente foi interpretada de diversas maneiras ao longo do tempo, ora como animal e ora como o próprio Satan, o Adversário de Deus. Mapeamos essas diferentes perspectivas e apresentamos algumas considerações gerais sobre o contexto na qual foram tecidas.