Acessibilidade das pessoas com diagnóstico de tuberculose às estratégias de tratamento diretamente observado convencional e ao sistema de telemonitoramento por vídeo
INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) ainda representa um desafio global à saúde pública, exigindo estratégias eficazes para acessibilidade ao tratamento. O Tratamento Diretamente Observado Convencional (TDO-C) é amplamente utilizado, enquanto o Sistema de Telemonitoramento por Vídeo (VDOT) surge como alte...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-01072025-103725 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-01072025-103725/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Accessibility to health services Acessibilidade aos serviços de saúde Directly observed treatment Telemedicina Telemedicine Terapia diretamente observado Tuberculose Tuberculosis |
| Sumario: | INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) ainda representa um desafio global à saúde pública, exigindo estratégias eficazes para acessibilidade ao tratamento. O Tratamento Diretamente Observado Convencional (TDO-C) é amplamente utilizado, enquanto o Sistema de Telemonitoramento por Vídeo (VDOT) surge como alternativa inovadora. OBJETIVO: Analisar a acessibilidade geográfica, organizacional, sócio-cultural e econômica das pessoas com diagnóstico de TB relativas às estratégias de tratamento TDO-C e VDOT. MÉTODO: Trata-se de um estudo de caso, com abordagem qualitativa. O estudo foi realizado no município de Ribeirão Preto, estado de São Paulo - Brasil, considerado o maior da Região de Saúde do DRS XIII e envolveu cinco unidades de saúde. Em 2023, no Sistema de Notificação e Acompanhamento dos casos de TB, 289 pessoas, com idade acima de 18 anos, iniciaram o tratamento para TB. Destas pessoas, 20 foram entrevistadas e divididas entre os grupos de tratamento TDO-C e VDOT. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo por meio de registros clínicos, conforme proposto por Bardin (1977). RESULTADOS: Entre os entrevistados, 75% eram homens (n = 15) e 25% mulheres (n = 5); com idade média de 48,5 anos. O contexto socioeconômico e demográfico influenciou na escolha entre VDOT e TDO-C. O VDOT ofereceu vantagens em termos de acessibilidade geográfica e organizacional, ao reduzir a necessidade de deslocamento, mas também enfrentou desafios tecnológicos, como a incompatibilidade com alguns sistemas operacionais e dificuldades de manuseio do celular. O TDO-C foi a estratégia preferida por pessoas mais idosas, que valorizam o contato direto com os profissionais de saúde, especialmente no que diz respeito à acessibilidade sócio-cultural, enquanto o VDOT foi melhor aceito por jovens, mais familiarizados com a tecnologia. O VDOT demonstrou também o potencial de reduzir custos com transporte e dias de trabalho perdidos, impactando positivamente sobre a acessibilidade econômica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A pesquisa destaca que ambas as estratégias possuem vantagens e desafios, sendo necessário um planejamento cuidadoso para a implementação do VDOT, em larga escala. Recomenda-se a adoção de abordagens híbridas, que combinem elementos do TDO-C e do VDOT, para garantir maior acessibilidade ao tratamento. |
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