Situação epidemiológica das infecções por Brucella spp., Leptospira spp. e Toxoplasma gondii em equídeos na microrregião do brejo paraibano

Objetivou-se com este estudo caracterizar a situação epidemiológica das infecções por Brucella spp., Leptospira spp. e Toxoplasma gondii em equídeos na microrregião do Brejo Paraibano, região Nordeste do Brasil. Anticorpos contra esses agentes foram pesquisados em 257 amostras de equídeos (204 equin...

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Detalhes bibliográficos
Autor: OLIVEIRA FILHO, Ruy Brayner de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/5066
Acesso em linha:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5066
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Brucelose
Leptospirose
Toxoplasmose
Sorologia
Brucellosis
Leptospirosis
Toxoplasmosis
Serology
CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA
Descrição
Resumo:Objetivou-se com este estudo caracterizar a situação epidemiológica das infecções por Brucella spp., Leptospira spp. e Toxoplasma gondii em equídeos na microrregião do Brejo Paraibano, região Nordeste do Brasil. Anticorpos contra esses agentes foram pesquisados em 257 amostras de equídeos (204 equinos, 46 muares e sete asininos) em 26 propriedades. Para o diagnóstico sorológico da infecção por Brucella spp., utilizou-se o teste do Antígeno Acidificado Tamponado (AAT). Para o diagnóstico sorológico da infecção por Leptospira spp., utilizou-se a Soroaglutinação Microscópica (SAM), empregando 24 sorovares patogênicos de Leptospira spp. como antígenos, e um ponto de corte de 1:100. Para o diagnóstico sorológico da infecção por T. gondii utilizou-se a Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI) e um ponto de corte de 1:64. Em relação à Brucella spp., nenhuma amostra foi reagente ao AAT. O número de focos da infecção por Leptospira spp. encontrado foi de 76,9%. A prevalência da infecção para Leptospira spp. foi de 15,9% (I.C. 11,7 - 1,0). O número de focos da infecção por T. gondii encontrado foi de 46,1%. Nas amostras analisadas, a prevalência geral da infecção por T. gondii foi de 7,8% (I.C. 4,8 - 8,8). Em relação às espécies observou-se uma prevalência da infecção por Leptospira spp. de 16,2% (equinos), 13,0% (muares) e 28,6% (asininos). A prevalência da infecção por T. gondii foi de 8,3% (I.C. 4,9 - 13,0) para os equinos, 2,2% (I.C. 0,1 - 11,5) para os muares e 28,6% (I.C. 3,7 - 71,0) entre os asininos. Em relação à infecção para Leptospira spp., na análise dos fatores de risco pela regressão logística identificou-se como fator de proteção a variável idade, onde os animais com idade entre 2,5 e 11 anos tiveram risco de infecção 0,4 vezes menor do que aqueles com menos de 2,5 anos (OR 0,4; I.C. 0,18 - 0,90). Em relação à infecção por T. gondii, na regressão logística das variáveis observou-se que a fonte de água foi um fator de risco, pois naquelas propriedades que forneciam água corrente para os animais o risco de infecção foi 4,4 vezes maior do que naquelas propriedades que forneciam água parada (OR 4,4; I.C. 1,0 - 19,0). Este é o primeiro estudo epidemiológico na microrregião do Brejo Paraibano a analisar as infecções por Brucella spp., Leptospira spp. e T. gondii em equídeos. Para diminuir os riscos de infecção, deve-se fornecer aos animais uma água de boa qualidade, bem como evitar acesso de gatos, roedores e outros animais a fontes de água e instalações onde os animais são mantidos. Com base nos resultados obtidos, conclui-se que os animais estão expostos a fontes de infecção de Leptospira spp. e T. gondii, sendo encontrado um elevado número de focos o que indica uma ampla distribuição na microrregião. Os cuidados sanitários devem ser reforçados, principalmente em propriedades com maior quantidade de animais.