A arqueologia da alma: o múltiplo como vetor ontológico de tempo e existência na obra A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Alexsiévitch
O presente trabalho tem como objetivo investigar a questão do múltiplo na obra – A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch –, assumindo como perspectiva de análise um ângulo ontológico voltado aos múltiplos “eu” que vivenciam a guerra. Para alcançar esse objetivo, o trabalho aprecia...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) |
| Repositorio: | Matraga (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www.e-publicacoes.uerj.br:article/83219 |
| Acceso en línea: | https://www.e-publicacoes.uerj.br/matraga/article/view/83219 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Guerra Tempo Existência Múltiplo Experiência War Time Existence Multiple Experience |
| Sumario: | O presente trabalho tem como objetivo investigar a questão do múltiplo na obra – A guerra não tem rosto de mulher, de Svetlana Aleksiévitch –, assumindo como perspectiva de análise um ângulo ontológico voltado aos múltiplos “eu” que vivenciam a guerra. Para alcançar esse objetivo, o trabalho aprecia uma intercessão entre dois operadores utilizados pela autora: tempo e existência. De um lado, uma dimensão temporal que se estende por um eixo horizontal, revelando uma permanência do “eu”, que transcorre por três cenários cronológicos distintos – o antes, o durante e o após a guerra. De outro lado, um eixo vertical acessível por estratos, compreendendo a existência de múltiplos “eu” que coabitam o estar na guerra. O que é indicativo de um estar no mundo marcado por um desespero fundamental, em que o sujeito é posto em confronto direto com distintas versões de si – o soldado, o homem e o animal. A ideia central, portanto, é a de problematizar como antes de narrar múltiplas guerras, a autora inspeciona múltiplas versões do “eu”; versões estas que ganham espaço, conforme a intensidade do fenômeno bélico avança. Quanto à presença de uma experiência ontologicamente autêntica, essa se revela a partir de uma contemplação do ser, algo em torno da capacidade do próprio “eu”, brevemente, suspender tempo e espaço e se reconciliar consigo e com a natureza. |
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