MULHERES INATINGÍVEIS, DISTANTES E DETENTORAS DE AMORES LATENTES: A DIMENSÃO DO DESEJO EM LUIS BUÑUEL REITERADA NO GROTESCO E NO CARNAVAL MEDIEVAL

Para o cineasta Luis Buñuel as estranhezas sempre deveriam fazer parte de seus filmes. Um homem formado por contradições, assim era Buñuel, com seu menosprezo à sociedade e à religião cristã. Ao destacarmos uma g...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Zani, Ricardo
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Recursos:Universidade de Caxias do Sul (UCS)
Repositorio:Conexão: comunicação e cultura
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.ucsnew.ojsbrasil.com.br:article/2106
Acesso em linha:https://sou.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/view/2106
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Surrealismo
Cinema
Polifonia
Carnavalização
Idade Média.
Descrição
Resumo:Para o cineasta Luis Buñuel as estranhezas sempre deveriam fazer parte de seus filmes. Um homem formado por contradições, assim era Buñuel, com seu menosprezo à sociedade e à religião cristã. Ao destacarmos uma galeria de estilos que se instalou na cinematografia de Luis Buñuel para reafirmar constantemente os traços marcantes de sua obra, dentre eles a polifonia, este artigo se propõe a esclarecer que esta galeria reside nos discursos do cineasta quando estes se misturam e se completam. Nesta polifonia buñueliana sobressai o encontro de Um Cão Andaluz, Viridiana e Bela da Tarde com a pintura Angelus, de Jean-François Millet, quando caracterizado como um elemento constitutivo das reminiscências de Luis Buñuel e do pintor Salvador Dalí. Uma mensagem comum nas obras aqui estudadas que aponta para uma relação com determinadas condições medievais pesquisadas por Mikhail Bakhtin: a morte e os excrementos inseridos na renovação dos desejos sexuais do homem.