Cefaleia pós-punção dural – uma revisão de literatura / Post-dural puncture headache – a literature review
A cefaleia pós-punção dural (CPPD) é a complicação mais frequente da punção da dura-máter, seja para fins diagnósticos, terapêuticos ou para a administração de anestésicos durante cirurgias. O presente trabalho realizou uma revisão de literatura buscando atualizações acerca da fisiopatologia, diagnó...
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) |
| Repositorio: | Brazilian Journal of Health Review |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs2.ojs.brazilianjournals.com.br:article/16382 |
| Acceso en línea: | https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/16382 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cefaleia pós-punção dural Incidência Fatores de risco Tratamento |
| Sumario: | A cefaleia pós-punção dural (CPPD) é a complicação mais frequente da punção da dura-máter, seja para fins diagnósticos, terapêuticos ou para a administração de anestésicos durante cirurgias. O presente trabalho realizou uma revisão de literatura buscando atualizações acerca da fisiopatologia, diagnóstico, fatores de risco e tratamento da CPPD. O MEDLINE (via PubMed) foi utilizado como base de dados com os seguintes descritores: “post-dural puncture headache”, “incidence”, “risk-factors” e ”therapy”. Foram considerados apenas artigos em inglês e publicados nos últimos 10 anos, e também foi consultada bibliografia complementar. A CPPD resulta da recuperação tardia da dura-máter após sua punção intencional ou não intencional (durante anestesia epidural). A perda liquórica pelo orifício dural aberto leva à hipotensão intracraniana, consequente vasodilatação e tração de estruturas nervosas, estabelecendo o quadro doloroso típico que piora em posição ortostática e melhora ao repouso. O diagnóstico de CPPD é clínico, e o quadro típico da dor é a principal evidência. Fatores de risco como pertencer ao sexo feminino, ser adulto jovem, gestante, história prévia de CPPD, maior calibre da agulha e/ou bisel cortante são descritos. A conduta terapêutica varia de acordo com a gravidade da dor, podendo ser conservadora ou ser realizado o tamponamento sanguíneo peridural. Somente o “blood patch” tem evidências científicas suficientes para ser recomendado como rotina terapêutica invasiva, ainda que não seja isento de complicações. O bloqueio do gânglio esfenopalatino é proposta como uma intervenção analgésica alternativa. Visto que os recursos terapêuticos são limitados, ensaios clínicos controlados e maiores são necessários para que formas robustas de tratamento para CPPD sejam possibilitadas. |
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