Poéticas encruzilhadas: José Craveirinha, Solano Trindade e GOG

O presente trabalho tem como objetivo pensar em que medida as poéticas de José Craveirinha, Solano Trindade e Genival Oliveira Gonçalves (mais conhecido como GOG) reivindicam lugares discursivos que demarcam uma identidade literária que percorre temas não tão consagrados pelos estudos literários tra...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Santos, Gabriel Nilton Anjos dos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Repositorio:Repositório Institucional da UFBA
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufba.br:ri/42063
Acceso en línea:https://repositorio.ufba.br/handle/ri/42063
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES
Encruzilhada
Literatura negra
Identidade
Solano Trindade
José Craveirinha
GOG
Crossroads
Black literature
Identity
Descripción
Sumario:O presente trabalho tem como objetivo pensar em que medida as poéticas de José Craveirinha, Solano Trindade e Genival Oliveira Gonçalves (mais conhecido como GOG) reivindicam lugares discursivos que demarcam uma identidade literária que percorre temas não tão consagrados pelos estudos literários tradicionais. Para tanto, será analisado um livro (mas não todos os poemas) de cada autor, a saber: Xigubo, Poemas Antológicos e A Rima Denuncia, respectivamente. Pode-se afirmar que as relações estabelecidas entre literatura e sociedade fomentam lugares de fala cujas representações sinalizam sempre relações de poder. Igualmente, refletir sobre as produções desses poetas significa tensionar concepções consagradas sobre o fazer literário e o papel político do escritor em relação às discussões sobre a identidade nacional e o apagamento e/ou folclorização da imagem do negro. Há o interesse aqui de se pensar esses textos e suas possíveis sinalizações estéticas, bem como a forma como a linguagem, neles, configura-se corpo enquanto mecanismo de expressão identitária e ancestralidade. Esses autores evocam lugares discursivos que, historicamente, foram apagados pelo processo colonial, o que reforça ainda mais o interesse desta pesquisa em confrontar as estratégias liminares utilizadas pelos escritores aqui referidos para escapar às perversas heranças coloniais que produzem, na diáspora, o que Fanon chamou de escravidão mental. Assim, espera-se que o exercício aqui proposto funcione como uma provocação epistemológica, literária e política, a fim de que os estudos étnico-raciais e o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira sejam cada vez mais aprofundados.