Anti-inflamatórios inibidores da COX-2 em equinos no Nordeste Brasileiro: abordagem prescricional e efeitos adversos do uso prolongado de meloxicam.

Os anti-inflamatórios não esferoidais (AINEs) são amplamente utilizados na medicina humana e veterinária por seus efeitos anti-inflamatório, analgésico e antipirético. Os principais efeitos adversos do uso de anti-inflamatórios estão relacionados aos distúrbios renais e gástricos. Os inibidores da C...

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Detalles Bibliográficos
Autor: SANTOS JÚNIOR, Dinamérico de Alencar.
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Católica de Brasília (UCB)
Repositorio:Repositório Institucional da UCB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:localhost:riufcg/25861
Acceso en línea:http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25861
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Anti-inflamatórios inibidores COX-2
COX-2 - inibidores
Gastroscopia
Inflamação - cavalo
Anti-inflamatórios não esteroidais - AINEs
Inibodores da COX-2
Uso prolongado de anti-inflamatórios
Equinos - anti-inflamatórios
Prescrição de AINEs
AINEs - anti-inflamatórios não esteroidais
Efeitos adversos - uso prolongado de anti-inflamatórios
COX-2 inhibitor anti-inflammatory drugs
COX-2 - inhibitors
Gastroscopy
Inflammation - horse
Non-steroidal anti-inflammatory drugs - NSAIDs
Prolonged use of anti-inflammatories
Horses - anti-inflammatories
Prescription of NSAIDs
NSAIDs - non-steroidal anti-inflammatory drugs
Adverse effects - prolonged use of anti-inflammatory drugs
Medicina Veterinária
Descripción
Sumario:Os anti-inflamatórios não esferoidais (AINEs) são amplamente utilizados na medicina humana e veterinária por seus efeitos anti-inflamatório, analgésico e antipirético. Os principais efeitos adversos do uso de anti-inflamatórios estão relacionados aos distúrbios renais e gástricos. Os inibidores da COX­2 apresentam um bom perfil de ação e maior segurança, sem a toxicidade dos AINEs tradicionais, o que levou a busca por novos fármacos, porém, suspeita­-se que o uso por tempo prolongado também pode levar aos mesmos efeitos adversos dos inibidores não­ seletivos. Esta tese foi dividida em três capítulos. O primeiro, é uma revisão de literatura que aborda o tema central da tese e teve por objetivo levantar informações sobre os efeitos adversos do uso prolongado de AINEs inibidores da COX­2 na espécie equina. Para isso foi realizada uma revisão bibliográfica de artigos (recorte temporal, 2000 a 2020). No segundo artigo, avaliou-­se a prescrição de AINEs no nordeste brasileiro. Foi realizada uma pesquisa com médicos veterinários e vendedores/balconistas de lojas agropecuárias na região Nordeste do Brasil, todos atuantes na área equina. Foram aplicados 100 questionários (50 por grupo) com o objetivo de identificar quais os principais AINEs recomendados por eles para as afecções do sistema locomotor e digestório da espécie equina. Para as afecções do sistema locomotor: como primeira opção, a fenilbutazona foi descrita como principal AINE nos dois grupos (G1: 58% e G2: 28%). Como segunda opção, o flunixin meglumine foi o mais recomendado (G1: 32% e G2: 24%). Como terceira opção, o meloxicam foi o mais recomendado também por ambos (G1:26% e G2: 16%). Para as afecções do sistema digestório: como primeira opção, o flunixin meglumine foi o fármaco mais recomendado (G1: 54% e G2: 40%). Como segunda opção, para o G1, flunixin meglumine (36%) e para o G2, a dipirona (30%). Como terceira opção, para o G1, o meloxicam e o DMSO foram os mais citados (18% cada) e para o G2, a fenilbutazona (18%). Os AINEs não seletivos são os mais recomendados por veterinários e vendedores de lojas agropecuárias do Nordeste do Brasil para tratamento das afecções locomotoras e digestivas de equinos, enquanto que os inibidores seletivos para COX­2 ainda são pouco recomendados, sendo o meloxicam o mais apontado pelos entrevistados, o que nos guiou para o desenvolvimento do terceiro capítulo da tese. Para o terceiro capítulo, foi feito um estudo para avaliação dos efeitos adversos do uso prolongado do meloxicam em equinos hígidos. Foi realizado um teste pareado utilizando 7 cavalos, que receberam a dose de 0,6 mg/kg de meloxicam pasta, por via oral, uma vez ao dia, durante 28 dias e avaliados os parâmetros clínicos, hematológico, bioquímico, teste de tempo de sangramento, gastroscopia (avaliados em cinco momentos: M0, M7, M14, M21 e M28) e eletrocardiograma (em três momentos: M0, M14 e M28). Não foram observados efeitos adversos relevantes nos animais, nas circunstâncias do estudo. Embora os AINEs inibidores da COX­2 sejam propostos como seguros, estes possuem efeitos adversos relevantes, principalmente se usados em sobredoses e por tempo prolongado. Os AINEs tradicionais fenilbutazona, flunixin meglumine e dipirona são os anti­inflamatórios mais prescritos por veterinários e vendedores de lojas agropecuárias no nordeste do Brasil, enquanto que o meloxicam é o inibidor da COX­2 mais recomendado. Medidas de controle na venda de AINEs, assim como orientações aos profissionais do cavalo são necessárias. O uso do meloxicam por 28 dias não causou efeitos adversos de importância clínica sobre os parâmetros avaliados.