Escrevendo para si, reinventando-se para o/a outro/a: performances da literatura e da vida nas encruzilhadas dos diários e cartas de Maria Firmina dos Reis, Ruth Guimarães e Carolina Maria de Jesus
Partindo das estreias literárias de Maria Firmina dos Reis (1860), Ruth Guimarães (1946) e Carolina Maria de Jesus (1960), a tese explora as trajetórias autorais das escritoras por meio de suas cartas e diários, investigando como essas escritoras negras construíram e performaram suas identidades aut...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-24062025-135051 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8149/tde-24062025-135051/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Authorial trajectory Carolina Maria de Jesus Cartas Diários Diary Letters Maria Firmina dos Reis Ruth Guimarães Trajetória autoral |
| Sumario: | Partindo das estreias literárias de Maria Firmina dos Reis (1860), Ruth Guimarães (1946) e Carolina Maria de Jesus (1960), a tese explora as trajetórias autorais das escritoras por meio de suas cartas e diários, investigando como essas escritoras negras construíram e performaram suas identidades autorais nas encruzilhadas entre literatura e vida. Analisando esses documentos como espaços de enunciação e sociabilidade, a pesquisa busca compreender os modos como as autoras negociaram e afirmaram seus papéis no campo literário brasileiro dos séculos XIX e XX. Partindo de um exame de suas trajetórias nas fases de entrada, maturidade e saída de cena, a tese observa os movimentos de autorrepresentação, performatividade e resistência dessas escritoras. A análise adota como ferramentas – os conceitos de teatro social e autor imaginário, de José-Luiz Dias; bem como as ideias de encruzilhada e performance de Leda Maria Martins; além das discussões teóricas sobre diários e epistolografia apresentadas por Philippe Lejeune, Brigitte Diaz, Geneviève Haroche-Bouzinac e Marcos Antonio de Moraes - aplicados a cartas e diários para identificar cenografias autorais e processos de autodefinição. Conclui-se que as cartas e os diários de Reis, Guimarães e de Jesus serviram tanto como meios de construção identitária quanto como espaços de resistência e criação, onde cada autora tece sua persona literária e reivindica seu lugar na história da literatura brasileira |
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