Diversidade e distribuição de Echinodermata no Estreito de Bransfield (Antártica)

O Estreito de Bransfield, possui uma complexa variabilidade ambiental que torna difícil prever a distribuição de suas comunidades. Estes fatores ambientais e a ausência de predadores de topo favorecem a presença de comunidades suspensívoras, como esponjas e corais, que aumentam a complexidade estrut...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Couto, Daniel de Matos
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-31102024-160559
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/21/21134/tde-31102024-160559/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Antarctic Peninsula
Deep-sea
Ecologia
Ecology
Mar profundo
Ophiuroidea
Península Antártica
Descripción
Sumario:O Estreito de Bransfield, possui uma complexa variabilidade ambiental que torna difícil prever a distribuição de suas comunidades. Estes fatores ambientais e a ausência de predadores de topo favorecem a presença de comunidades suspensívoras, como esponjas e corais, que aumentam a complexidade estrutural do fundo e fornecem habitat para equinodermes, organismos com alto grau de endemismo no Oceano Austral. Em janeiro 2014, durante a Operação Antártica Brasileira XXXII, 871 equinodermes foram coletados com o uso de draga Agassiz, em seis estações com três réplicas, realizadas ao norte da Ilha Elefante e ao longo do Estreito de Bransfield, a 60 e 800 m de profundidade. Os indivíduos foram identificados e submetidos a análises estatísticas, espaciais e moleculares, com foco nas mudanças na composição de espécies relacionadas às variações batimétricas e regionais. Estes organismos foram comparados com organismos indicadores de habitat (corais e esponjas) e variáveis ambientais da região. Além da profundidade adquirida in situ, as variáveis ambientais analisadas foram: declividade e rugosidade do fundo, clorofila-a superficial e sua variabilidade sazonal e a velocidade de corrente superficial. Estes dados foram adquiridos através das bases de dados Quantarctica e alguns retrabalhados espacialmente no software QGIS, à exceção da clorofila-a (NOAA). Pelo menos 42 espécies foram encontradas, a maioria foi fotografada em alta resolução para identificação e futura confecção de um guia. Ophiuroidea foi a classe mais abundante (80%), enquanto Crinoidea e Echinoidea foram as menos abundantes (2%). Ophiogona doederleini foi a espécie mais abundante (n=293), sendo 94% dos indivíduos coletados nas proximidades da Ilha Elefante. Sequências de COI do ofiuróide Amphioplus peregrinator (n=14) foram obtidas, para estudos filogenéticos e populacionais, respectivamente. Uma rede de haplótipos realizada com poucos indivíduos mostrou ausência de barreiras para o fluxo gênico de A. peregrinator. Alguns equinodermes podem estar associados a presença de corais. Ambientes mais profundos e turbulentos parecem ser mais propícios para uma alta abundância e diversidade de Echinodermata, principalmente para os ofiuróides.