Conceito aristotélico de felicidade

Aristóteles define a felicidade como uma atividade da alma conforme a virtude e é exatamente por isso que o seu conhecimento se torna o ponto de partida para se poder articular a questão da felicidade. A alma, vale lembrar, é aquilo que constitui a verdadeira essência do homem e saber qual a sua nat...

Full description

Bibliographic Details
Author: Rodrigues, João Bosco
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2003
Country:Brasil
Institution:Universidade Estadual do Ceará
Repository:Repositório Institucional da UECE
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:uece.br:27329
Online Access:https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=27329
Access Level:Open access
Keyword:Alma - Filosofia - Aristóteles
Aristóteles
384-322 a.C.
Filosofia
Virtude e felicidade - Aristóteles
Description
Summary:Aristóteles define a felicidade como uma atividade da alma conforme a virtude e é exatamente por isso que o seu conhecimento se torna o ponto de partida para se poder articular a questão da felicidade. A alma, vale lembrar, é aquilo que constitui a verdadeira essência do homem e saber qual a sua natureza é tarefa do verdadeiro estadista. A felicidade se coloca então como fim último a que o homem aspira e a sua posse só é possível mediante a vida virtuosa. Aristóteles nos descreve as virtudes de acordo com a divisão da alma: as virtudes morais, desenvolvidas por meio do hábito, e as virtudes intelectuais aperfeiçoadas mediante o estudo. Vale lembrar que dentre todas as virtudes, a mais importante é a sabedoria filosófica, na medida em que é por meio dela que o homem manifesta o que tem de melhor: a razão. É por meio da atividade da razão ou atividade contemplativa que o homem se realiza plenamente. Pelo fato de ser por natureza social, o homem carece necessariamente da convivência com os outros, como forma de se aperfeiçoar e isto só é possível na comunidade devidamente ordenada. A criação da comunidade, entendida aqui, como o espaço vital que possibilita o desenvolvimento integral do homem, é tarefa da ciência política. É em virtude disso que para Aristóteles a ética e a política são duas esferas profundamente entrelaçadas.