Síndrome de desmielinização osmótica: relato de caso de evolução satisfatória

Objetivos: Relatar caso de Síndrome de Desmielinização Osmótica (SDO) em paciente internado no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). Metodologia: Foi pesquisado na base de dados do aplicativo de gestão para Hospitais Universitários do HUWC paciente internado por SDO durante o período de ago...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Almeida, Diego e Silva, Silva, Sonia Leite da, Queiroz, Anaiara Lucena, Almeida, Itálita Farias Linhares, Aguiar, Bruna Freitas, Segundo, Hércules Amorim Mota, Cavalcante, Ligia de Moraes Oliveira
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Revista de Medicina da UFC
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufc:article/81451
Acceso en línea:https://periodicos.ufc.br/revistademedicinadaufc/article/view/81451
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hiponatremia
Hidroclorotiazida
Mielinólise Central da Ponte
Descripción
Sumario:Objetivos: Relatar caso de Síndrome de Desmielinização Osmótica (SDO) em paciente internado no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC). Metodologia: Foi pesquisado na base de dados do aplicativo de gestão para Hospitais Universitários do HUWC paciente internado por SDO durante o período de agosto/2020 à outubro/2020. Após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do HUWC, foi realizado o relato do caso com base no prontuário, de forma retrospectiva e descritiva. Resultados: Paciente de 61 anos, portadora de doença renal crônica secundária a glomerulopatia membranosa, em uso de hidroclorotiazida e indapamida, diagnosticada com hiponatremia (sódio 104 mEq) sintomática. Realizada reposição com cloreto de sódio 3%. Apresentou elevação de 04, 15 e 27 mEq/L nas primeiras 24, 48 e 72 horas, respectivamente, resultando em sintomas neurológicos. Neuroimagem evidenciou mielinólise pontina e extrapontina. Após múltiplas intercorrências resultantes de infecções bacterianas, suporte clínico e reabilitação, evoluiu com melhora dos sintomas neurológicos, obtendo alta hospitalar. Conclusões: Faz-se necessário monitoramento do ionograma durante a terapêutica com tiazídicos em pacientes com doenças renais. Este caso demonstra que, mesmo seguindo diretrizes de reposição de sódio, o resultado pode ser imprevisível. Também evidencia a evolução variável da SDO, desde a recuperação dos sintomas até o óbito.