Ultrassonografia vascular com doppler para diagnóstico de estenoses e oclusões arteriais em pacientes com doença arterial periférica: revisão sistemática e metanálise
Contexto: A doença arterial periférica tem uma alta prevalência na população mundial e acomete principalmente os idosos. O sintoma mais comum é a claudicação intermitente e, com a progressão da doença, evolui com dor em repouso e lesões teciduais. Consequentemente, nos casos mais graves, pode ocorre...
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/65370 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/65370 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Arterial occlusive diseases Diagnostic imaging Lower extremity Peripheral vascular diseases Ultrasonography |
| Sumario: | Contexto: A doença arterial periférica tem uma alta prevalência na população mundial e acomete principalmente os idosos. O sintoma mais comum é a claudicação intermitente e, com a progressão da doença, evolui com dor em repouso e lesões teciduais. Consequentemente, nos casos mais graves, pode ocorrer a amputação do membro. Os Guidelines atuais recomendam a realização da Ultrassonografia Vascular com Doppler como exame complementar inicial para confirmação e localização da doença. Objetivo: Avaliar a acurácia diagnóstica da Ultrassonografia Vascular com Doppler para estenoses e oclusões arteriais em pacientes com doença arterial periférica em membros inferiores. Métodos: Nós pesquisamos as bases eletrônicas, sem qualquer tipo de restrição ou filtro, com avaliação da MEDLINE, Embase, LILACS, IBECS, CENTRAL, Web of Science, World Health Organization International Clinical Trials Registry Platform, ClincalTrials e literatura cinzenta. As buscas aconteceram em dezembro de 2018 e foram atualizadas em outubro de 2021. Os estudos selecionados avaliaram a acurácia diagnóstica da Ultrassonografia Vascular com Doppler para estenoses e/ou oclusões arteriais em pacientes com doença arterial periférica em comparação com a arteriografia, o padrão referência. As artérias avaliadas foram a aorta abdominal infrarrenal; artéria ilíaca (abrangendo ilíaca comum e externa); artéria ilíaca comum individualmente; artéria ilíaca externa individualmente; artéria femoral comum; artéria femoral (em todo o seu trajeto); artéria femoral em seus terços proximal, médio e distal; artéria poplíteas supra e infra-articulares; tronco tibiofibular; artéria tibial anterior; artéria tibial posterior e artéria fibular. Além disso, analisamos o agrupamento das artérias localizadas acima do joelho, abaixo do joelho e todas as artérias do membro inferior. As análises realizadas foram para estenoses maiores e iguais a 50%; oclusões; e estenoses (maiores e iguais a 50%) e oclusões associadamente. Os trabalhos incluídos utilizaram a Análise Espectral com medidas de velocidade para confirmação desses diagnósticos. Por fim, realizamos metanálise para estimar a sensibilidade, especificidade e valores de verossimilhança para cada uma das artérias propostas. Resultados: Foram incluídos 16 estudos, com um total de 9.811 segmentos arteriais comparados, possibilitando a análise de 38 cenários para metanálise. Seis estudos fizeram análises independentes para estenoses e oclusões separadamente. Encontramos que a sensibilidade para o diagnóstico de estenoses arteriais do membro inferior foi de 0,85 (IC95%: 0,67-0,93), a especificidade mostrou-se mais elevada, sendo de 0,96 (IC95%: 0,92-0,98). Para o diagnóstico das oclusões arteriais do membro inferior a sensibilidade foi de 0,90 (IC95%: 0,84-0,94) e a especificidade de 0,98 (IC95%: 0,96-0,99). Quando separamos as artérias em grupos acima e abaixo do joelho, observamos maior sensibilidade para a região acima do joelho (82% a 91%) do que abaixo do joelho (41% a 87%), já a especificidade mostrou-se muito semelhante, sendo de 94% a 98% para a região acima do joelho e de 90% a 98% para a região abaixo do joelho. Ao considerarmos as artérias individualmente, encontramos que as melhores sensibilidades e especificidades foram para oclusões das artérias poplítea supra-articular (0,93 [IC95%: 0,80-0,97] e 0,99 [IC95%: 0,95-0,99], respectivamente) e poplítea infra-articular (0,90 [IC95%: 0,70-0,97] e 0,99 [IC95%: 0,95-0,99], respectivamente). Já a menor sensibilidade foi para avaliação de estenose ou oclusão do tronco tibiofibular (0,41 [IC95%: 0,21-0,63]), e a menor especificidade foi para estenose ou oclusão da artéria fibular (0,64 [IC95%: 0,17-0,63]). Conclusões: Com esta revisão, definimos as acurácias diagnósticas da UVD para cada artéria do membro inferior. O exame é mais específico do que sensível para os diagnósticos de estenoses e oclusões arteriais, com resultados mais relevantes para as oclusões. Os segmentos com melhores acurácias foram para os compreendidos entre ilíaca e tronco tibiofibular, com destaque para poplítea supra-articular. Para as artérias com menores acurácias, como as localizadas abaixo do joelho, deve-se ponderar a realização de exames seriados ou a realização de outros exames como a angiotomografia e angiorressonância, ou a arteriografia para os casos de necessidade imperativa de revascularização. |
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