Mamíferos de médio e grande porte em corredores de matas ripárias e de valos no sul de Minas Gerais
A mudança do uso e ocupação do solo tem levando aos processos de fragmentação e perda de habitat, causado uma enorme pressão na biodiversidade. Tais processos comprometem a persistência das populações nesses ambientes alterados, podendo levar a extinção das espécies e seus serviços ecossistêmicos. F...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Lavras (UFLA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFLA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufla.br:1/36408 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/36408 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Ecologia de Ecossistemas Corredores ecológicos Conectividade Ecologia de paisagem Ecological corridors Connectivity Landscape ecology |
| Sumario: | A mudança do uso e ocupação do solo tem levando aos processos de fragmentação e perda de habitat, causado uma enorme pressão na biodiversidade. Tais processos comprometem a persistência das populações nesses ambientes alterados, podendo levar a extinção das espécies e seus serviços ecossistêmicos. Ferramentas como os corredores ecológicos são propostos para mitigar os problemas causados pela fragmentação, uma vez que permitem que as espécies transitem entre os fragmentos, visto que a matriz do entorno pode inibir a movimentação das espécies. Sabe-se que corredores de vegetação são importantes, entretanto a largura dessas estruturas pode ser uma variável importante na sua funcionalidade, sendo necessário uma largura de 200 metros para que espécies mais sensíveis possam utilizá-los. Na paisagem do sul de Minas Gerais, dois corredores de vegetação formam a paisagem, as Matas Ripárias e os Valos. Neste sentido, o objetivo desse trabalho foi avaliar como mamíferos de médio e grande porte utilizam esses corredores, a fim de buscarmos medidas para a conservação dessas espécies. Selecionamos 20 corredores (10 Matas Ripárias e 10 Valos), em duas paisagens, imersos em diferentes matrizes (pasto e café). A amostragem foi feita durante 120 dias em cada ponto, utilizando câmeras trap. Nossos resultados mostraram que as Matas Ripárias são mais ricas, abundantes e de composição diferente quando comparadas aos Valos, sendo a variável largura a que melhor explicou essa diferença. Embora não significativo, a matriz de pasto contribuiu negativamente para a riqueza de espécies, entretanto as paisagens não se mostraram diferentes quanto a riqueza, uma vez que o pasto favoreceu espécies oportunistas. Concluímos que ambos corredores são importantes para a paisagem, uma vez que obtivemos registros de mamíferos em todos os pontos e os Valos, embora que com menor largura e com menos registros, espécies grandes foram capazes de utilizá-los como foi o caso da onça-parda. Encontramos também um gradiente entre os corredores, sendo o melhor modelo para a conservação das espécies as Matas Ripárias em matriz de café, seguido pelas Matas Ripárias no pasto, Valos no café e Valos no pasto. A legislação brasileira considera as Matas Ripárias como APPs, entretanto a largura estipulada na lei não é pautada na conservação da fauna, sendo necessário aumentar a largura dessas áreas, além de promovermos uma educação ambiental para que a população compreenda a necessidade de mantermos essas áreas e toda biodiversidade dependente dela. |
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