Adesão à terapia antirretroviral e classes terapêuticas consensuais
A expansão da terapia antirretroviral (TARV) vem contribuindo significativamente para a contínua diminuição de novos casos de HIV em todo o mundo. A TARV, além de reduzir o risco de transmissão do vírus, permite que os portadores do HIV tenham maior sobrevida e com mais qualidade. No entanto, apesar...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2014 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFJF |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/460 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/460 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Adesão do paciente Antirretrovirais Acquired Immunodeficiency Syndrome Patient Compliance Anti-Retroviral Agents |
| Sumario: | A expansão da terapia antirretroviral (TARV) vem contribuindo significativamente para a contínua diminuição de novos casos de HIV em todo o mundo. A TARV, além de reduzir o risco de transmissão do vírus, permite que os portadores do HIV tenham maior sobrevida e com mais qualidade. No entanto, apesar da elevada eficácia deste tratamento a efetividade do mesmo tem sido prejudicada em virtude das dificuldades encontradas pelos pacientes em cumpri-lo adequadamente. Sendo assim, estimular a adesão à TARV com a promoção do uso racional de antirretrovirais, participação de uma equipe multidisciplinar na assistência, entre outras medidas faz-se uma necessidade iminente. Assim, o presente estudo objetivou estabelecer a relação entre cada classe terapêutica usada nos tratamentos de HIV em pacientes assistidos pelas Unidades de Dispensação de Medicamentos (UDM) do Centro de Atenção à Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o comportamento de adesão aos mesmos, na tentativa de identificar fatores que levam a não adesão ao tratamento e propor ações que promovam o uso racional dos medicamentos. Os dados relativos ao perfil sociodemográfico e dispensação de antirretrovirais a 291 pacientes atendidos na UDM entre janeiro de 2009 e dezembro de 2010 e a evolução destes pacientes em 2013, foram analisados descritivamente e pelo teste do qui-quadrado empregando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 14. Os mesmos pacientes foram reavaliados em 2013, a fim de se observar o desfecho terapêutico e a evolução dos pacientes participantes deste estudo. O perfil dos pacientes foi traçado como sendo a maioria do sexo masculino, na faixa etária entre 41 e 50 anos, solteiros, com 8 a 11 anos de estudo e residentes em Juiz de Fora. A maioria dos pacientes (60,8%) foi considerada como não aderentes ao tratamento a associação zidovudina + lamivudina + efavirenz foi a mais precrita (39,9% dos pacientes). A maior frequência de adesão (57,6%) se deu com as terapias compostas por inibidor de transcriptase reversa nucleosídeo-nucleotídeo + inibidor da transcriptase reversa não nucleosídeo. O maior índice de não adesão (64,3%) se deu entre os pacientes que usavam a composição inibidor de transcriptase reversa nucleosídeo-nucleotídeo + inibidor de protease .A reavaliação feita em 2013 revelou que 8,6% dos pacientes do inicio do estudo abandonaram o tratamento após 2011 e não houve diferença significativa entre este abandono e a não adesão observada na primeira fase do estudo. Também, não houve diferença significativa no número de óbitos e na mudança de tratamento comparando-se o grupo dos aderentes e não aderentes. Dos 291 pacientes, 87,3% deram seguimento à TARV, mesmo aqueles cujas retiradas de medicamentos eram irregulares na primeira fase do estudo. Os demais abandonaram o tratamento ou evoluíram à óbito. Diante do alto índice de não adesão (60,8%) encontrado na UDM, ressalta-se a importância de se estimular a realização de pesquisas de novos fármacos e formas farmacêuticas mais eficazes, com menos efeitos colaterais e economicamente viáveis para TARV e, por fim, subsidiar a elaboração dos consensos em terapia ARV e protocolos de Assistência Farmacêutica em DST/HIV/AIDS. |
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