Modals no Processo de Aquisição do Inglês como L2 por Aprendizes Brasileiros

A presente dissertação de mestrado é baseada na perspectiva gerativista, levando em conta as questões concernentes à interface sintático-semântica e tem como base os pressupostos da Gramática Gerativa (CHOMSKY, 1958, 1981, 1986, 2001). O objetivo dessa pesquisa é compreender a aquisição dos modais p...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Silva, Felipe Luiz de Azevedo
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/58388
Acesso em linha:https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/58388
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Modais
Modalidade Deôntica
Modalidade Epistêmica
Modais Nucleares
Modais Perifrásticos
Linguística Gerativa
Modals
Deontic Modality
Epistemic Modality
Root Modals
Periphrastic Modals
Generative Linguistics
Descrição
Resumo:A presente dissertação de mestrado é baseada na perspectiva gerativista, levando em conta as questões concernentes à interface sintático-semântica e tem como base os pressupostos da Gramática Gerativa (CHOMSKY, 1958, 1981, 1986, 2001). O objetivo dessa pesquisa é compreender a aquisição dos modais por falantes de português brasileiro (PB) que estão no processo de aquisição da língua inglesa como segunda língua (L2). Tal aquisição se demonstra problemática por fatores diversos ao longo do espectro da língua: em casos mais elementares, a condição entre os verbos nucleares e perifrásticos, já em relação aos níveis mais proficientes, as proposições expressas através dos modais deônticos e epistêmicos. Estas dificuldades ocorrem devido a uma possível diferenciação no processo de ordenação de traços no desenvolvimento da interlíngua do aprendiz, quando esse aplica parâmetros provenientes de sua primeira língua (L1), que não são compatíveis com os da L2. Uma mudança intercambiável se torna praticamente inalcançável, uma vez que o português demonstra ter construções modalizadoras que, em inglês, não ocorrem na mesma distribuição, situação que causa problemas no processo de aquisição por conta da aplicação inadequada de uma estrutura possível, porém não natural e proficiente. Em relação à fundamentação teórica, baseando-se em trabalhos desenvolvidos por Jacobs (1995), Celce-Murcia e Freeman (1999), White (2000), Palmer (2001), Collins (2009), Kratzer (2012), Slabakova (2016), dentre outros, procurou-se esclarecer as seguintes questões: (i) Quais são os aspectos das modalidades deôntica e epistêmica que trazem problemas para o desenvolvimento do conhecimento e, consequentemente, uso dos modais de maneira acurada pelos aprendizes brasileiros? (ii) Quais são as características dos modais nucleares e perifrásticos que apresentam dificuldades aos aprendizes brasileiros em relação à forma e significado e que impactam o uso? A avaliação dos materiais expostos aos alunos e da abordagem com a qual se trabalha os modais em contextos de aquisição de L2 demonstrou que esse conteúdo se apresenta de forma instrumental e mecânica, o que leva à escolha da estrutura sintática mais semelhante à construção da L1 do falante, formada por expressões modalizadoras, acarretando uma ordenação de traço incompatível com a L2, cujo subconjunto oferece duas alternativas: nuclear e perifrástica. A hipótese para a dificuldade de aquisição vem, em primeiro lugar, pela dificuldade de equivalência na L1 e consequentemente na representação mental da interlíngua e, em segundo lugar, pela apropriação de significado e uso mais concreto na utilização de expressões perifrásticas que possuem proposição com sentido aproximado, porém não sinônima.