Avaliação dos níveis de leptina em pacientes submetidos a radioterapia de crânio

A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a doença maligna mais comum na infância. Com o advento de novos tratamentos quimioterápicos associados ou não à radioterapia de crânio, houve um aumento da sobrevida livre de doença. Tem sido observada uma alta prevalência de obesidade nesses pacientes. Entreta...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pessoa, Cencita Hosannah Cordeiro de Noronha
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2005
País:Brasil
Institución:Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)
Repositorio:Revista Brasileira de Cancerologia (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rbc.inca.gov.br:article/1995
Acceso en línea:https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/1995
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Leucemia-Linfoma Linfoblástico de Células Precursoras
Leptina
Radioterapia
Precursor Cell Lymphoblastic Leukemia-Lymphoma
Leptin
Radiotherapy
Descripción
Sumario:A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é a doença maligna mais comum na infância. Com o advento de novos tratamentos quimioterápicos associados ou não à radioterapia de crânio, houve um aumento da sobrevida livre de doença. Tem sido observada uma alta prevalência de obesidade nesses pacientes. Entretanto sua etiologia permanece desconhecida. Trabalhos têm mostrado que tanto a quimioterapia como a radioterapia podem ser responsáveis pela obesidade. A leptina é um hormônio produzido pelo adipócito e encontra-se aumentada nos pacientes obesos. Nosso estudo procurou avaliar os níveis de leptina e insulina nesses pacientes. Foram selecionados 26 pacientes (média de idade: 11,48+ 4,04) tratados de LLA, sendo 19 pacientes tratados com quimioterapia e radioterapia e 7 apenas com quimioterapia e, comparados com um grupo controle (média de idade: 10,98+ 2,47) semelhante quanto à média do escore z do índice de massa corporal (IMC). A prevalência de obesidade nos nossos pacientes foi significativamente maior do que nos controles (36% X 16,67%). Encontramos a concentração média de leptina maior nos pacientes do sexo masculino quando comparados aos controles. Houve correlação positiva da leptina com o escore z do IMC. A concentração de leptina correlacionou-se com a de insulina no sexo feminino. A idade do diagnóstico, a dose da radioterapia e o tempo após o final da radioterapia não tiveram influência nos níveis de leptina.