Estágio curricular supervisionado : um estudo nas escolas paulistas
Introdução: O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) nos cursos de Graduação em Enfermagem está fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para esses cursos, de acordo com o Ministério da Educação. Insere-se nos dois últimos semestres do curso, com carga horária mínima de 800 horas, a...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/64410 |
| Acceso en línea: | https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9703238 https://hdl.handle.net/11600/64410 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Nursing Education Higher Education Internship Education, nursing Education, nursing, baccalaureate Clinical clerkship Enfermagem Educação Educação superior Estágio Educação em enfermagem Bacharelado em enfermagem Estágio clínico |
| Sumario: | Introdução: O Estágio Curricular Supervisionado (ECS) nos cursos de Graduação em Enfermagem está fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para esses cursos, de acordo com o Ministério da Educação. Insere-se nos dois últimos semestres do curso, com carga horária mínima de 800 horas, aproximando o discente dos serviços ao vivenciar o processo de trabalho dos enfermeiros e ser por eles supervisionado. Essa prática é fundamental para o desenvolvimento dos futuros enfermeiros, porém não é uniforme em todas as instituições de ensino. Neste cenário, o papel do coordenador de curso ou de estágio é fundamental a fim de assegurar que o processo ensino-aprendizagem dessa etapa seja concretizado e o aluno vivencie o mundo do trabalho. Objetivos: Geral: Analisar a prática do estágio curricular supervisionado em cursos de Graduação em Enfermagem da região metropolitana de São Paulo. Específicos: conhecer o papel dos coordenadores de cursos e de estágios na operacionalização do ECS; caracterizar como se estabelece a escolha e contrapartida da Universidade para os campos do ECS; e identificar a carga horária e o número de docentes para o ECS. Método: Estudo exploratório descritivo de abordagem quantitativa tendo como cenário os cursos de Graduação em Enfermagem de escolas paulistas, cuja população constituiu-se dos coordenadores de curso ou de estágio. Os dados foram coletados por instrumento definido após pré-teste, através de entrevistas. Resultados: A amostra foi composta por 16 instituições da região metropolitana de São Paulo e 22 pessoas responderam ao questionário, sendo 9 coordenadores de curso, 9 coordenadores de estágio e 4 coordenadores de curso e de estágio. Dessa amostra, a maior parte eram mulheres, com média de idade de 49 anos, casadas, com tempo médio de trabalho nas instituições de 11 anos e na função de 7,5 anos e com mestrado. Das instituições, a maior parte era privada, com nota 2 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), cuja seleção de docentes se dá por indicação, onde o ECS inicia-se no 7º e 8º semestres e tem 800 horas, com docentes contratados apenas para essa prática. O pagamento do tipo de contrapartida às instituições é decidida pelo administrador a partir dos campos conveniados, sendo o custo médio declarado por aluno de R$ 2,50 (dois reais e cinquenta centavos) por hora de estágio. Conclusões: A prática do ECS na maior parte das escolas pesquisadas, segundo os respondentes, atende às determinações das DCN quanto à carga horária e ao período em que é oferecida. Os coordenadores de curso e/ou de estágio apenas organizam essas práticas distribuindo os alunos nos campos conveniados, com supervisores (1 para cada 8 alunos) sem vínculo com o curso e com a teoria, contratados apenas por tempo pré-determinado para esta atividade, normalmente por indicação. Todavia, existem discrepâncias identificadas, tais como: o valor do custo médio declarado da hora de estágio por aluno torna a atividade inviável financeiramente; a contrapartida não está atrelada ao valor do custo dos alunos; em algumas escolas os alunos iniciam o ECS sem nenhuma prática clínica anterior; cargas horárias com muita diversificação; e locais de prática de acordo com os convênios e não com a necessidade do processo ensino-aprendizagem, sendo a contrapartida paga em equipamentos, cursos e treinamentos. |
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