DA SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL À FRAGMENTAÇÃO URBANA EM CIDADES MÉDIAS: O CASO DO SETOR LESTE DA CIDADE DE MARÍLIA – SP

Assistimos, após a década de 1970, a grandes mudanças na urbanização brasileira, à dispersão e difusão da urbanização pelo território, tendo como uma das principais características a multiplicação de cidades e redefinição da centralidade no bojo da rede urbana. Neste contexto, as cidades médias ganh...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Zandonadi, Júlio César
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Repositorio:GeoUECE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.revistas.uece.br:article/6987
Acesso em linha:https://revistas.uece.br/index.php/GeoUECE/article/view/6987
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cidades Médias
Loteamentos Fechados
Condomínios Horizontais
Fragmentação Urbana
Marília – SP
Descrição
Resumo:Assistimos, após a década de 1970, a grandes mudanças na urbanização brasileira, à dispersão e difusão da urbanização pelo território, tendo como uma das principais características a multiplicação de cidades e redefinição da centralidade no bojo da rede urbana. Neste contexto, as cidades médias ganham em importância, alterando suas relações no âmbito da rede urbana, como também com a redefinição do espaço intraurbano dessas cidades, dando origem a novas dinâmicas. Nesta conjuntura, vemos Marília (SP), cidade situada no centro-oeste paulista, que tem sua centralidade interurbana acentuada nas últimas décadas, atravessando intenso processo de reestruturação do seu espaço intraurbano. Um dos setores da cidade com modificações mais evidentes é o leste, mudanças essas que se dão no âmbito da morfologia urbana, com a multiplicação de novas formas de habitat: os loteamentos fechados e condomínios horizontais e, o surgimento e consolidação de novas expressões de centralidade. Esses movimentos associados apontam-nos a novas dinâmicas urbanas, as quais em momento anterior se definiam apenas pela distinção residencial,  por meio deles, situações de segregação socioespacial passam a romper relações com o Centro Principal, bem como com outras esferas da cidade e sociedade, com tal rompimento se dando tanto fisicamente, como subjetivamente, o que sinaliza contextos de fragmentação urbana em cidades médias.