IMAGINAÇÃO EM SARTRE E BACHELARD

Este artigo contrasta as abordagens fenomenológicas de imaginação em Jean-Paul Sartre e em Gaston Bachelard para problematizar a longa tradição filosófica ocidental de desqualificação da imagem, a qual exclui do campo do conhecimento a dimensão do sensível. Ambos os filósofos contribuíram para negar...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Richter, Sandra Regina Simonis, Kopp, Felipe Augusto
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)
Repositorio:Kínesis (Marília) - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.www2.marilia.unesp.br:article/9620
Acceso en línea:https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/9620
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Imaginação
Jean-Paul Sartre.
Gaston Bachelard
Fenomenologia
Descripción
Sumario:Este artigo contrasta as abordagens fenomenológicas de imaginação em Jean-Paul Sartre e em Gaston Bachelard para problematizar a longa tradição filosófica ocidental de desqualificação da imagem, a qual exclui do campo do conhecimento a dimensão do sensível. Ambos os filósofos contribuíram para negar a psicologização da imagem ao retirá-la da sujeição da percepção e da memória, porém, o realizaram com consequências opostas na relação entre a imaginação e o conhecimento. Se Sartre relaciona a imaginação a um ato de nadificação do conteúdo da percepção e descreve a intencionalidade da consciência imaginante a partir da referência do objeto sobre o fundo de sua ausência, Bachelard a descreve como dinamismo organizador da percepção ao afirmar a autonomia realizadora da imaginação como evento de linguagem. O que emerge, no contraste entre ambas as fenomenologias da imaginação, é a interrogação pela concepção de linguagem como representação dos aspectos observáveis e conhecidos do mundo, dada pelo privilégio da visão nas teorias do conhecimento.