2035: a distopia verde-Vermelha-amarela de Veronica Stigger

Esta pesquisa analisa o conto “2035”, do livro Sul, de Veronica Stigger, em seu lugar limítrofe entre os dados históricos da Revolução Farroupilha e o imaginário construído sobre esses no sistema literário sul-rio-grandense. Revisa-se, primeiro, como a Guerra dos Farrapos foi representada literariam...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Zafalon Garcia, Lucas
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC)
Repositorio:Signo (Santa Cruz do Sul. Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.online.unisc.br:article/18264
Acceso en línea:https://seer.unisc.br/index.php/signo/article/view/18264
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Sul
Conto
Revolução Farroupilha
Literatura Brasileira Contemporânea
Distopia
Short Story
Ragamuffin War
Contemporary Brazilian Literature
Dystopia
Descripción
Sumario:Esta pesquisa analisa o conto “2035”, do livro Sul, de Veronica Stigger, em seu lugar limítrofe entre os dados históricos da Revolução Farroupilha e o imaginário construído sobre esses no sistema literário sul-rio-grandense. Revisa-se, primeiro, como a Guerra dos Farrapos foi representada literariamente ao longo do tempo e discute-se, em seguida, a partir de matérias de jornais, como, na contemporaneidade, há a cristalização de uma interpretação plastificada da Revolução. Então, investiga-se como o conto de Stigger dialoga com o histórico de obras retomado e também com manifestações da discursividade contemporânea, focalizando a reorganização do imaginário construído sobre a Revolução, que, no interior da narrativa, tem seu sentido ideal subvertido, escancarando “um outro lado do mito”. Os resultados apontam que Veronica Stigger, em “2035”, propõe um “imaginário negativo” da Revolução Farroupilha, agregando um filtro distópico ao que seria o ano de seu bicentenário; assim, a ode aos supostos valores republicanos de liberdade e de igualdade dos combates farroupilhas dá espaço para uma representação que escancara os interesses elitistas dos idealizadores da Revolução, a faceta não vitoriosa do combate, o sangue derramado nesse período histórico e certo bairrismo místico que sempre se faz presente ao evocar do histórico farroupilha.