Atividade in vitro do Novaluron e do Piriproxifen no ciclo de Ctenocephalides felis felis (Siphonaptera, Pulicidae)

As pulgas estão entre os ectoparasitos que mais acometem os animais de companhia. Elas produzem e transmitem doenças que representam um perigo para a saúde dos animais e humanos. O controle desses insetos envolve o uso de inseticidas. Os disruptores de desenvolvimento de insetos são um grupo de inse...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Caceres Rios, Victor Elias
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRRJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22800
Acceso en línea:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22800
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Parasitologia
pulga
controle
disruptores de desenvolvimento de insetos
concentração letal
flea
control
insect growth disruptors
lethal concentration
Descripción
Sumario:As pulgas estão entre os ectoparasitos que mais acometem os animais de companhia. Elas produzem e transmitem doenças que representam um perigo para a saúde dos animais e humanos. O controle desses insetos envolve o uso de inseticidas. Os disruptores de desenvolvimento de insetos são um grupo de inseticidas que pode atuar como alternativa no controle de pulgas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade do novaluron e do piriproxifen sobre as larvas de Ctenocephalides felis felis em testes in vitro na interrupção do ciclo, determinando a concentração letal (CL) dos dois compostos. O estudo foi realizado no Laboratório de Quimioterapia Experimental em Parasitologia Veterinária, utilizando-se larvas da subespécie C. felis felis mantidas na colônia de pulgas do laboratório. Para cada desafio foram incubados 1500 ovos, coletando-se as larvas após 48 horas do início da incubação. Inicialmente foi avaliado o método de impregnação de substrato larval a ser utilizado no experimento. Para isso foi preparada uma solução de piriproxifen a 400 ppm e utilizado um volume de impregnação de 200 μL para dois gramas de substrato. O resultado foi satisfatório, sendo que a metodologia não interferiu no resultado, havendo 100 % de inibição do ciclo de desenvolvimento da pulga e não houve interferência no desenvolvimento do ciclo para o controle. Para a execução do experimento com os disruptores, foi empregada a metodologia anteriormente citada. Diferentes concentrações de piriproxifen (0,049 a 25 ppm) e de novaluron (0,001 a 5,0 ppm) foram preparadas. Após a impregnação do substrato, as larvas de primeiro ínstar foram expostas ao substrato larval tratado. O material foi mantido em condições controladas por um período de 21 dias. Foram realizadas avaliações qualitativas, quantitativas e foi determinada as concentrações letais através da análise de Probit. Na avaliação da atividade do piriproxifen sobre o desenvolvimento das larvas constatou-se uma eficácia de 100% nas concentrações superiores a 1,563 ppm, apresentando uma concentração letal CL50 e CL90 de 0,07 e 0,27 ppm, respectivamente. As pulgas mortas apresentavam alterações na morfologia, na coloração e no tamanho. Observou-se uma diferença significativa entre a quantidade de pulgas vivas recuperadas do grupo controle e os tratados, com quantidade maior de fêmeas. Na avaliação da atividade do novaluron constatou-se 100% de mortalidade larval na maior concentração (5,0 ppm), com um cálculo de concentração letal CL50 e CL90 de 0,25 e 2,29 ppm, respectivamente. As pulgas mortas apresentavam alterações no exoesqueleto, porém sem variações no tamanho. Entre as pulgas vivas recuperadas, o controle teve uma diferença significativa com os tratados a partir da concentração 1,0 ppm, maioritariamente sendo pulgas fêmeas recuperadas. Baseando-se nos resultados deste trabalho, pode se afirmar que tanto piriproxifen como novaluron demonstraram ter atividade sobre as larvas de C. felis felis, interrompendo o ciclo de desenvolvimento do inseto. Além disso, o novaluron foi avaliado pela primeira vez em uma população laboratorial de pulgas no Brasil, demonstrando ser uma alternativa para o seu controle.