Dinâmica ictioplanctônica em ambientes hipersalinos do semiárido brasileiro

Estuários são habitats frequentemente considerados como “áreas de berçário”, uma vez que fornecem uma vasta gama de recursos que favorecem o desenvolvimento dos muitos organismos principalmente em suas fases iniciais, considerado um período crítico no ciclo de vida dessas espécies. As particularidad...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Badú, Maria Luísa de Araújo Souto
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Recursos:Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UEPB
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede.bc.uepb.edu.br:tede/3483
Acesso em linha:http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/3483
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Peixes
Desova
Estuários
Ictioplâncton
Spawning
Estuaries
Fishes
CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
Descrição
Resumo:Estuários são habitats frequentemente considerados como “áreas de berçário”, uma vez que fornecem uma vasta gama de recursos que favorecem o desenvolvimento dos muitos organismos principalmente em suas fases iniciais, considerado um período crítico no ciclo de vida dessas espécies. As particularidades estruturais bem como as flutuações do ciclo hidrológico nesses ambientes provocam variações sazonais e espaciais em parâmetros ambientais que são determinantes na distribuição e estrutura da comunidade de peixes. Desta forma, o estudo surge com o objetivo de descrever a estrutura e distribuição espaço-temporal do ictioplâncton em dois estuários hipersalinos (estuários do rio Tubarão e rio Casqueira) do município de Macau – RN, Brasil. Os estuários foram divididos em três zonas, de acordo a distância até a boca dos estuários, onde foram realizadas as amostragens em 2017 e 2018 cobrindo períodos de seca e chuva da região. Com o auxílio de uma rede de plâncton cônico-cilíndrica foram feitos arrastos horizontais de subsuperfície e aferidos parâmetros ambientais nas marés altas de sizígia. As espécies de larvas que mais contribuíram para os valores de densidade foram Atherinella brasiliensis, Lile piquitinga, Oligoplites saurus e Caranx latus, enquanto as famílias Engraulidae e Clupeidae foram as famílias de ovos de maior representatividade. As variáveis que melhor predisseram a variação do ictioplâncton foram pluviosidade, profundidade, temperatura e largura do canal no local de amostragem. As maiores densidades do ictioplâncton foram observadas na zona intermediária do estuário do rio Tubarão durante o período de seca. A densidade das larvas apresentou diferença significativa entre estuários e períodos enquanto os ovos apresentaram diferenças de densidades entre estuários, zonas e períodos. E o desenvolvimento larval apontou uma separação no desenvolvimento das larvas relacionando estágios de menor desenvolvimento (Vitelínico e pré-flexão) com o período seco e estágios de maior desenvolvimento (Flexão e pós-flexão) com o período chuvoso, em ambos os estuários. Os resultados evidenciam a alta sensibilidade do ictioplâncton às variações ambientais ressaltando seu papel de ferramenta para a avaliação de efeitos de alterações ambientais, e a presença de espécies tipicamente marinhas estuarinas dependentes comprovam a importância desses ambientes estuarinos como áreas de berçário, mesmo sob condições de hipersalinidades.