Positividade do anti-PF4 e perfil de ativação plaquetária após vacinação com AD26.COV2.S no Brasil

Introdução: A vacinação em massa surgiu como a principal medida global para reduzir a morbimortalidade associada ao SARs-COV-2. A trombocitopenia trombótica imune induzida por vacina (VITT) é um evento clínico raro, mas potencialmente fatal, que ocorre 5 a 42 dias após a vacinação, caracterizado por...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bokel, Joanna Paes Barreto
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2023
País:Brasil
Institución:Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Repositorio:Repositório Institucional da FIOCRUZ (ARCA)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:arca.fiocruz.br:icict/67841
Acceso en línea:https://arca.fiocruz.br/handle/icict/67841
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:COVID-19
Vacina
Anti-PF4
Trombocitopenia
Trombose
Vaccine
Thrombocytopenia
Thrombosis
Vacinas contra COVID-19
efeitos adversos
Ad26COVS1
Fator Plaquetário 4
imunologia
Ativação Plaquetária
Descripción
Sumario:Introdução: A vacinação em massa surgiu como a principal medida global para reduzir a morbimortalidade associada ao SARs-COV-2. A trombocitopenia trombótica imune induzida por vacina (VITT) é um evento clínico raro, mas potencialmente fatal, que ocorre 5 a 42 dias após a vacinação, caracterizado por trombose, trombocitopenia, D-dímero elevado, anticorpos positivos para o fator 4 plaquetário (anti-PF4) e intensa ativação plaquetaria. A vacina Ad26.COV2.S (Janssen) contra o COVID-19 foi associada a VITT em 1 caso a cada 263.000 doses administradas. Nós investigamos a prevalência de positividade do anticorpo anti-PF4, trombocitopenia, elevação do D-dímero, marcadores tromboinflamatórios plasmáticos e ensaios funcionais plaquetários após a vacinação Ad26.COV2.S no Rio de Janeiro, Brasil. Método: Estudo longitudinal realizado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, de 1° de julho de 2021 a 23 de setembro de 2021, para avaliar parametros clínicos e laboratoriais após vacinação Ad26.COV2.S. Os voluntários compareceram a 3 visitas clínicas; a primeira visita ocorreu antes da vacinação (semana 0) e as outras 2 visitas ocorreram em 1 (semana 1) e 3 semanas (semana 3) após a vacinação, respectivamente. A contagem de plaquetas e D-dímero foram medidos em cada visita. O anti-PF4 pelo método de ELISA foi obtido na semana 3. Indivíduos com trombocitopenia nova ou D-dímero elevado, anti-PF4 positivo e 38 controles pareados sem anormalidades laboratoriais foram avaliados para p-selectina plasmática, fator tecidual e ensaios funcionais de ativação plaquetária. Resultados: foram incluídos 630 indivíduos; 306 (48,57%) mulheres, mediana de idade de 28 anos. Quarenta e dois (6,67%) apresentaram >_1 anormalidade laboratorial na semana 1 ou 3. Cinco (0,79%) apresentaram trombocitopenia, 31 (4,91%) D-dímero elevado, 9 (1,57%) anti-PF4 positivo na semana 3 Indivíduos com anormalidades laboratoriais e controles apresentaram discreto aumento da p-selectina plasmática e do fator tissular. Dez indivíduos com anormalidades laboratoriais produziram expressão de superfície aumentada de p-selectina e posteriormente, avaliamos sua capacidade de ativar plaquetas de maneira dependente de FcyRlla. Dois foram parcialmente inibidos por altas concentrações de heparina e bloqueio de FcyRll com anticorpo IV.3. O plasma desses participantes, obtido antes da vacinação, produziu resultados semelhantes, sugerindo ausência de associação com a vacinação. Nenhum evento trombótico ou achados clínicos sugestivos de VITT foram observados durante o período do estudo. Conclusões: Nosso estudo demonstrou que a vacinação com a vacina Ad26.COV2.S levou a uma frequência muito baixa de anticorpos anti-PF4 positivos em baixos títulos, elevação do D-dímero e trombocitopenia leve, sem aumento clinicamente relevante de marcadores tromboinflamatórios e ativação plaquetária