Análise do uso da procalcitonina para início e término de antibioticoterapia em um hospital terciário

O uso indiscriminado de antibióticos associado aos desafios no desenvolvimento de novas drogas tem culminado com o crescente surgimento de microrganismos multirresistentes. Com o intuito de reduzir o uso desnecessário de tais fármacos, os hospitais têm implementado na prática clínica o uso da dosage...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Paulo, Rafael Vieira de
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-21012025-121621
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17165/tde-21012025-121621/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Antibióticos
Antibiotics
Duração da antibioticoterapia
Duration of antimicrobial therapy
Procalcitonin
Procalcitonina
Descrição
Resumo:O uso indiscriminado de antibióticos associado aos desafios no desenvolvimento de novas drogas tem culminado com o crescente surgimento de microrganismos multirresistentes. Com o intuito de reduzir o uso desnecessário de tais fármacos, os hospitais têm implementado na prática clínica o uso da dosagem sérica do biomarcador Procalcitonina (PCT) que pode se elevar em 6 a 12 horas diante de uma infecção bacteriana e reduz seus valores após resolução do quadro. Desta forma, diante de pacientes com quadro clínico suspeito de infecção bacteriana e com baixos valores de PCT, o uso de antibiótico pode ser desencorajado. Concomitante, em pacientes em término de uso de antibiótico com baixos níveis de PCT (ou queda > 80% em relação ao valor inicial), a descontinuação da antibioticoterapia deve ser estimulada. Porém, após implementação do uso da PCT na prática clínica, foi observado uma não concordância da conduta da equipe médica com os protocolos hospitalares vigentes para uso do biomarcador. Desse modo, o presente estudo visa avaliar a concordância da conduta clínica realizada pela equipe médica assistente após o resultado da PCT com o protocolo de dosagem de PCT proposto pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). Para isso, foi realizado um estudo observacional, transversal e retrospectivo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP-USP). Foram analisadas 143 coletas de PCT em pacientes em leito de enfermaria ou unidade de terapia intensiva. 77.4% das amostras foram coletadas em momento oportuno e, dentre estas, 21.6% tiveram conduta não concordante com o protocolo de uso da PCT proposto pela CCIH. Comparando os pacientes com PCT <0.5 ng/ml com os pacientes com PCT &ge;0,5 ng/ml, houve um menor uso de antibióticos no primeiro grupo tanto nos pacientes que coletaram o biomarcador para início de antibioticoterapia quanto para o término do tratamento. Diante dos resultados, apesar das controvérsias na literatura quanto ao uso de PCT para a definição de antibioticoterapia, quando utilizada em concordância com o protocolo hospitalar e em coesão com outros estudos laboratoriais, exames de imagens, culturas e quadro clínico apresentado pelo paciente, a PCT pode ser útil na redução do tempo do tratamento proposto com tais fármacos.