Ultrassonografia tridimensional do assoalho pélvico de mulheres com hiperglicemia gestacional e incontinência urinária específica da gestação: mudanças anatômicas na gestação e 6-18 meses após o parto

A tese consiste de um artigo de preâmbulo, que trata de uma revisão integrativa sobre o impacto do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) na anatomia e funcionalidade do assoalho pélvico feminino. Além disso, aborda o emprego da ultrassonografia tridimensional no estudo da fisiopatogenia e fisiopatolog...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sartorão Filho, Carlos Izaias [UNESP]
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:inglés
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/214773
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/214773
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Pelvic Floor
Gestational Diabetes Mellitus
Ultrasound
Urinary Incontinence
Descripción
Sumario:A tese consiste de um artigo de preâmbulo, que trata de uma revisão integrativa sobre o impacto do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) na anatomia e funcionalidade do assoalho pélvico feminino. Além disso, aborda o emprego da ultrassonografia tridimensional no estudo da fisiopatogenia e fisiopatologia das modificações que ocorrem no assoalho pélvico da mulher hiperglicêmica no período gestacional e pós-parto. Ainda mais, a tese consta de três manuscritos inéditos desenvolvidos entre 2016-2021 junto ao programa de graduação em Tocoginecologia, no Centro de Investigação de Diabetes Perinatal da Faculdade de Medicina de Botucatu, UNESP. O primeiro manuscrito, um estudo de coorte prospectiva, envolve a associação do DMG e a ultrassonografia tridimensional do assoalho pélvico com a predição de incontinência urinária (IU) 6-18 meses pós-parto. Nesse estudo, objetivamos investigar marcadores clínicos e ultrassonográficos do assoalho pélvico em mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestre, como preditores de IU pós-parto. Após análise de regressão multivariada, o DMG aumentou o risco de desenvolvimento de IU 6-18 meses pós-parto. Por outro lado, o aumento da distensão da área hiatal urogenital observado ao ultrassom tridimensional do assoalho pélvico diminuiu o risco de desenvolvimento de IU 6-18 meses pós-parto. No segundo manuscrito, nós descrevemos em um estudo de caso controle aninhado à coorte, sobre o desfecho IU 6-18 meses após o parto. O estudo envolveu uma população de gestantes submetidas a cesárea eletiva, com o intuito de evitar o confundimento pelos mecanismos de parturição no desfecho IU; e a relação com DMG, mais especificamente com o momento de diagnóstico da hiperglicemia durante a gravidez. Nosso objetivo foi determinar associações entre o momento do diagnóstico de DMG, precoce quando no primeiro trimestre, e tardio após o segundo trimestre de gravidez, e o desfecho IU 6-18 meses pós-parto. Em conclusão, observamos após análises de regressão logística multivariada, que as mulheres que apresentaram índice de massa corporal acima de 25, caracterizadas com sobrepeso ou obesidade, e com DMG diagnosticado no primeiro trimestre, estiveram associadas com IU 6-18 meses pós-parto cesárea. E terceiro, durante os estudos da anatomia, fisiologia e semiologia da pelve feminina na pós-graduação, percebemos a necessidade, desenvolvemos e patenteamos um novo equipamento destinado para a educação médica, para ser usado no aprendizado do exame do assoalho pélvico feminino.