Memórias da Paisagem: cotidiano e espacialidade dos comerciantes de tropas do Rio Ribeira de Iguape por meio da recuperação toponímica
O tema desta pesquisa é a toponímia do Vale do Rio Ribeira de Iguape, território localizado ao Sul do Estado de São Paulo, na fronteira com o Estado do Paraná. O objetivo é o resgate dos condicionantes históricos que o processo de investigação toponímica alcança, uma vez que dados linguísticos costu...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-29022024-131819 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-29022024-131819/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Canoas Canoes Eldorado Gold Iporanga Muleteering Ouro Ribeira Valley Toponímia Toponymy Tropas Vale do Ribeira |
| Sumario: | O tema desta pesquisa é a toponímia do Vale do Rio Ribeira de Iguape, território localizado ao Sul do Estado de São Paulo, na fronteira com o Estado do Paraná. O objetivo é o resgate dos condicionantes históricos que o processo de investigação toponímica alcança, uma vez que dados linguísticos costumam corresponder aos dados históricos de formação de uma região. Trata-se de um território habitado inicialmente por povos nativos de origem Tupi, que na metade dos séculos XVI foi porta de entrada de exploradores europeus à procura de metais preciosos, provocando o surgimento de diversos arraiais de mineração e originando o primeiro ciclo econômico, o do ouro. Avançando serra acima, exploradores rumaram ao Planalto do Paranapanema, por meio dos vales dos rios e de antigas trilhas indígenas, estabelecendo rotas terrestres e fluviais que abarcavam uma malha de caminhos interligados aos portos da Planície Litorânea. Esta dissertação ainda descortina, por meio dos topônimos, um segundo ciclo econômico, o tropeirismo. Em um percurso metodológico e teórico que comprova a complexidade com a qual o toponimista se depara constantemente, também ele pesquisador com formação que se deseja complexa e interdisciplinar, coletamos 4.355 topônimos em diversas fontes primárias e secundárias, cartográficas e textuais (datados de 1869 a 1998). Não afastando a pesquisa tradicional, esta dissertação dialoga com a história, a geografia e sobretudo a etimologia para a composição de seu escopo teórico. Após a coleta e filtragem do corpus, deliberamos analisar não cada topônimo, mas reuni-los sob mecanismos de nomeação e motivações. Os procedimentos metodológicos, não exatamente canônicos para esta disciplina onomástica, consistiram na criação de um instrumento capaz de manusear dados contidos nos topônimos e suas variáveis de forma mais eficiente. Tais procedimentos permitem complementar estudos de leitura da paisagem por meio de resultados quantitativos dos topônimos, derivados de programação matemática e interpretação de gráficos. Como resultados, apresentamos uma identificação sistematizada de padrões tais como concentração, dispersão, recorrência, intersecção e variações de motivações ao longo do tempo e espaço, contribuindo para conservar e revelar valores históricos, culturais e linguísticos da sociedade que viveu, sobreviveu e nos legou sua visão de mundo, interesses, conflitos e imaginário por meio dos nomes de lugares do Vale do Ribeira |
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