Uma análise dos fatores que influenciam o ataque no voleibol masculino de alto nível

O objetivo deste estudo foi analisar a primeira seqüência de ações do jogo de voleibol, com a finalidade de verificar a influência de alguns fatores selecionados - recepção, posição para onde a bola foi levantada (levantamento onde), tipo de bola levantada (levantamento qual) e destino de ataque - s...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Rocha, Cláudio Miranda da, Barbanti, Valdir José
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2004
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (Online)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/16571
Acceso en línea:https://www.revistas.usp.br/rbefe/article/view/16571
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Voleibol
Recepção no voleibol
Levantamento no voleibol
Ações de ataque no voleibol
Regressão logística
Volleyball
Service reception
Setting
Attack actions in volleyball
Logistic regression
Descripción
Sumario:O objetivo deste estudo foi analisar a primeira seqüência de ações do jogo de voleibol, com a finalidade de verificar a influência de alguns fatores selecionados - recepção, posição para onde a bola foi levantada (levantamento onde), tipo de bola levantada (levantamento qual) e destino de ataque - sobre o resultado do ataque. Foram analisados 20 jogos de voleibol masculino de alto nível, o que resultou na observação de 77 "sets". A variável recepção foi avaliada a partir da escala proposta por EOM e SCHUTZ (1992a), que varia de "zero" (erro) a "quatro" (acerto máximo), sendo que aquelas que foram avaliadas como "zero" precisaram ser descartadas uma vez que não geraram nenhuma influência sobre o ataque. A posição para onde a bola foi levantada foi descrita a partir da divisão da rede em três partes: entrada (posição 4), meio (posição 3) e saída (posição 2). Os tipos de levantamento foram categorizados a partir de sugestões de KATSIKADELLI (1995), onde os levantamentos foram classificados como de 1o., 2o. ou 3o. tempo, bolas de fundo e bolas de segunda do levantador. A variável destino do ataque se propôs diferenciar as bolas batidas contra o bloqueio, as largadas, as bolas que passavam pelo bloqueio e alcançavam a quadra adversária, além das bolas que foram devolvidas sem a execução de um ataque propriamente dito à equipe que sacou (bolas "de graça"). A variável resposta resultado do ataque foi avaliada a partir de uma escala adaptada de EOM e SCHUTZ (1992a), e variou de "zero" (erro) a "três" (ataque fulminante). Para efeitos de análise, optou-se pela utilização de uma estatística descritiva bidimensional, onde os fatores foram cruzados com a variável resposta, produzindo, assim, quatro tabelas, as quais permitiram que o resultado do ataque fosse analisado descritivamente. Além disso, foi realizada uma regressão logística politômica nominal, através do pacote estatístico Minitabâ, para tentar predizer as chances dos fatores selecionados influenciarem o resultado do ataque. Os resultados encontrados para explicar o ataque a partir desta análise de regressão mostram que basicamente dois fatores influenciaram o resultado do ataque: a recepção e o destino do ataque. Estes fatores indicaram principalmente se a bola permanecia em jogo após a primeira ação de ataque.