Resgate histórico e imagens em formação : afinidades em segredo no cinema de Víctor Erice

A dissertação analisa o cinema de Víctor Erice, mais especificamente, o longa O Espírito da Colmeia (1973) e o curta Alumbramiento (2002). Os filmes se concentram em núcleos familiares, ambientando-se na zona rural da Espanha, no período logo após a Guerra Civil que assolou o país entre 1936 e 1939,...

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Detalles Bibliográficos
Autor: ALENCAR, Bruno Mesquita Malta de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2022
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/57453
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57453
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:cinema
cinema e história
teorias da imagem
cinema espanhol
Víctor Erice
Descripción
Sumario:A dissertação analisa o cinema de Víctor Erice, mais especificamente, o longa O Espírito da Colmeia (1973) e o curta Alumbramiento (2002). Os filmes se concentram em núcleos familiares, ambientando-se na zona rural da Espanha, no período logo após a Guerra Civil que assolou o país entre 1936 e 1939, vindo a dar lugar ao Regime Franquista (1939-1975). Os cotejaremos através da seguinte problemática: quais as relações entre a morfologia imagética dos filmes e as suas elaborações sobre a história? Através de autores como Walter Benjamin, Georges Bataille e Georges Didi-Huberman, sustentaremos que a morfologia imagética dos filmes é construída através de três operações dissensuais que reunimos sob o signo de uma “heurística da desclassificação”: 1) uma interface entre os tempos históricos, de modo que acontecimentos que estão dispersos na cronologia, encontram “afinidades em segredo” através do magnetismo de seus sentidos; 2) um embaralhamento entre os registros, sensibilidades e tons que são contrastantes, como os ficcionais e documentais, ou os realistas e de fantasia, de modo que as suas “relações de intimidade” provocam sobredeterminações narrativas e anacronismos causais; 3) a inscrição do paradigma do “informe” na visualidade das imagens, de modo que conferem aos filmes a capacidade de re-apresentarem, através dos seus trabalhos formais sobre a plasticidade da figuração, um poder que a forma da figura humana, em particular, e que as formas, de modo geral, têm de se engajar em processos de desclassificação. Diante dessas operações dissensuais, defenderemos que a memória do após-Guerra é reivindicada menos como uma arcada em que se dispõem acontecimentos e histórias a serem representados de forma naturalista, e, mais, como uma fonte de elaboração crítica em que há um acento na coexistência originária e aporética entre experiência histórica, representação e imagem.