Proteína bruta na dieta e características reprodutivas de codornas japonesas (Coturnix coturnix japonica) machos e fêmeas

Objetivou-se avaliar diferentes níveis de proteína bruta (PB) dietéticas em codornas japonesas (Coturnix coturnix japonica) machos e fêmeas. Dois experimentos foram realizados, um para avaliar variação da PB nas dietas de crescimento e produção (experimento 1) e outro para avaliar variação de PB som...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Retes, Pâmela Lacombe
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2018
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Repositório:Repositório Institucional da UFLA
Idioma:português
OAI Identifier:oai:repositorio.ufla.br:1/34320
Acesso em linha:https://repositorio.ufla.br/handle/1/34320
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Medicina Veterinária
Coturnicultura
Codornas - Curva de crescimento
Codornas - Produção de ovos
Codornas - Fertilidade
Codornas - Qualidade do sêmen
Japanese quails - Growth curve
Japanese quails - Egg produtcion
Japanese quails - Fertility
Descrição
Resumo:Objetivou-se avaliar diferentes níveis de proteína bruta (PB) dietéticas em codornas japonesas (Coturnix coturnix japonica) machos e fêmeas. Dois experimentos foram realizados, um para avaliar variação da PB nas dietas de crescimento e produção (experimento 1) e outro para avaliar variação de PB somente na fase de crescimento (experimento 2). Inicialmente, 300 machos e 640 fêmeas de um dia de idade foram separadamente alojadas em 30 gaiolas contendo 10 machos cada (seis gaiolas por tratamento) e 10 gaiolas com 36 fêmeas cada (duas gaiolas por tratamento). Adicionalmente, oito gaiolas extras com 35 aves cada foram utilizadas para alojar 280 fêmeas para o teste de fertilidade dos machos. Cinco níveis de PB dietética foram utilizados (18, 20, 22, 24 e 26%) até 35 dias de idade. A partir dessa idade, as aves foram redistribuídas em 70 gaiolas contendo nove fêmeas e três machos cada. Quarenta gaiolas (oito por tratamento) continuaram recebendo as rações com diferentes níveis de PB, porém reduzidas em quatro unidades percentuais (14, 16, 18, 20 e 22%) em relação à fase anterior. As outras 30 gaiolas (seis para cada tratamento) passaram a receber apenas ração com o nível de PB recomendado para essa fase (18%). Durante todo o experimento, utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado. A cada três dias, 12 aves de cada parcela foram individualmente pesadas até os 60 dias de idade para a determinação da curva de crescimento. Nos machos do experimento 1 houve aumento linear (P<0,01) da velocidade de crescimento com o aumento da PB. Maior peso à maturidade (P<0,05) foi obtido com 18%. Não houve efeito (P<0,05) da PB sobre as características histológicas dos testículos e fisiológicas do sêmen, nem sobre a fertilidade. Nas fêmeas, 24 e 26% de PB reduziram (P<0,01) a velocidade de crescimento e aumentaram (P<0,05) a idade de máximo ganho de peso. O teor de 24% aumentou (P<0,01) o peso à maturidade, enquanto 26% reduziu (P<0,01) a idade ao primeiro ovo e aumentou a massa de ovos. Aos 47 dias maiores intensidades de postura (P<0,05) foram obtidos com 24 e 26% de PB. Nos machos do experimento 2, a taxa de crescimento aumentou linearmente (P<0,01). Aos 36 dias, maior desenvolvimento histológico dos testículos foi observado (P<0,05), entretanto, não houve efeito (P>0,05) nas características do sêmen ou na fertilidade. Nas fêmeas aos 36 dias a PB estimulou (P<0,05) o desenvolvimento anatômico dos ovários, porém, o mesmo não foi observado (P<0,05) nas idades posteriores. Aos 48 dias, aumento linear na intensidade de postura foi observado (P<0,01) com o aumento da PB dietética. Aumento linear (P<0,05) no peso dos ovos foi observado até o final do experimento. Não houve efeito (P>0,05) nas características internas do ovo. Conclui-se que os níveis de PB dietética influenciam o desenvolvimento corporal de codornas machos e fêmeas, porém, afetam a qualidade reprodutiva apenas nas fêmeas. Para maior produção até o pico da postura e maior peso dos ovos posterior à essa fase, recomendase o uso de 26% de PB em dietas de crescimento e 22% em dietas de produção.