Doenças crônicas não transmissíveis considerando determinantes sociodemográficos em coorte de idosos

Resumo Objetivo Analisar as diferenças entre as proporções de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), em dois momentos, em uma coorte de idosos a partir de determinantes sociodemográficos. Método Trata-se de estudo longitudinal retrospectivo com dados obtidos do Estudo FIBRA linha de base (2008...

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Bibliographic Details
Authors: Silva,Diego Salvador Muniz da, Assumpção,Daniela de, Francisco,Priscila Maria Stolses Bergamo, Yassuda,Mônica Sanches, Neri,Anita Liberalesso, Borim,Flávia Silva Arbex
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2022
Country:Brasil
Institution:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repository:Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:scielo:S1809-98232022000500202
Online Access:http://old.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232022000500202
Access Level:Open access
Keyword:Doença Crônica
Saúde do Idoso
Epidemiologia
Doenças crônicas não-transmissíveis
Idoso
Description
Summary:Resumo Objetivo Analisar as diferenças entre as proporções de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), em dois momentos, em uma coorte de idosos a partir de determinantes sociodemográficos. Método Trata-se de estudo longitudinal retrospectivo com dados obtidos do Estudo FIBRA linha de base (2008-2009) e seguimento (2016-2017). O teste de McNemar foi utilizado para comparar as frequências de DCNT segundo sexo, idade e escolaridade, com nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados A amostra foi composta por 453 idosos (idade média 72±5,2 anos; 69,4% do sexo feminino). Observou-se aumento nas proporções de hipertensão arterial (64,4% versus 71,1%) e diabetes mellitus (21,9% versus 27,5%) no período estudado, e redução nas de doença reumatológica (43,6% versus 35,8%) e depressão (21,7% versus 15,7%). A hipertensão aumentou no sexo feminino, e nos idosos com 65-74 anos e com baixa escolaridade; o diabetes aumentou nos idosos do sexo masculino e nos indivíduos com idade acima de 65 anos e com baixa escolaridade; observou-se redução das proporções de doenças reumatológicas e de depressão no decorrer do estudo nas mulheres, naqueles com 65-74 anos de idade e com nível mais baixo de escolaridade. Conclusão Os dados refletem a necessidade de compreensão dos determinantes sociodemográficos de saúde envolvidos no processo saúde-doença-cuidado para a redução de iniquidades sociais e da carga de DCNT nos segmentos populacionais mais vulneráveis, especialmente na população idosa com multimorbidade.