Efeito da desidratação em uma sessão de treino em respostas fisiológicas e perceptivas de meninas atletas de ginástica rítmica

A Ginástica Rítmica é praticada, em quase toda sua totalidade, por meninas, para as quais a iniciação esportiva ocorre de forma precoce. A magreza é uma característica muito prevalente nas atletas, devido às restrições calóricas realizadas, as quais podem afetar o equilíbrio hídrico. Além disso, as...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Detoni Filho, Adriano
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2014
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/104809
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/104809
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hidratação
Sudorese
Ginástica rítmica
Atletas
Hydration
Sweating
Rhythmic gymnastics
Young athletes
Descripción
Sumario:A Ginástica Rítmica é praticada, em quase toda sua totalidade, por meninas, para as quais a iniciação esportiva ocorre de forma precoce. A magreza é uma característica muito prevalente nas atletas, devido às restrições calóricas realizadas, as quais podem afetar o equilíbrio hídrico. Além disso, as sessões de treino são longas (3-4 horas diárias), podendo ocasionar uma não recuperação adequada entre as sessões de treino e competições. Por conseguinte, a combinação da restrição de alimentos com a perda hídrica pela sudorese e as longas sessões de treino pode acentuar a desidratação e, de maneira adversa, prejudicar as respostas fisiológicas, o desempenho e o conforto térmico dos treinos. Objetivo: Comparar respostas fisiológicas e perceptivas de meninas atletas de ginástica rítmica entre uma sessão de treino sem hidratação, e outra com hidratação controlada. Métodos: Quatorze meninas atletas de Ginástica Rítmica que treinavam no período de aproximadamente um ano. Nenhuma tinha diagnóstico de doença crônica ou fazia uso de medicamentos. Elas foram avaliadas em duas sessões de treino (105 minutos cada), uma com hidratação controlada (CH) e outra sem hidratação (SH). A frequência cardíaca (FC), taxa de percepção de esforço (TPE), sensação térmica (ST), conforto térmico (CT) e irritabilidade (IR) foram mensuradas periodicamente. A sudorese foi avaliada, a cada sessão de treino,mediante coleta de uma amostra de suor para análise da concentração de eletrólitos (Na+, Cl- e K+). Foram realizados o teste de força máxima (dinamometria) e o teste do tempo de reação pré e pós sessão de treino. Para a revisão da literatura, foram selecionados 42 artigos nas bases de dados SciELO, Scopus e PubMed com as palavras-chave: hydration, sweating, exercise, children, RhythmicGymnastics, youngathlete. Resultados: Todas as atletas iniciaram as sessões de treino em similares condições de hidratação (hipohidratação mínima), conforme parâmetros urinários. Na sessão de treino CH,encontrou-se um percentual de desidratação de 0,07%, enquanto que na sessão de treino SH esse foi de 1,15%. A força diminuiu na sessão SH (p=0,013), enquanto que nenhuma modificação ocorreu no teste de reação em ambas as sessões. A TPE no minuto 25 foi maior na sessão de treino SH. A ST, no minuto 105, foi maior na sessão SH. O CT e a IR foram similares entre as sessões. Observou-se maior concentração de Na+ na urina na sessão de treino SH. Um grau de hipohidratação acima de 1% pode prejudicar componentes da aptidão física, do conforto térmico, assim como a motivação e a cognição, repercutindo no desempenho do atleta em treinos e competições. Conclusão: A hidratação é essencial para garantir o desempenho e a saúde dos jovens atletas. É necessário que ocorra hipohidratação antes, durante, e após os treinos e competições. Em suma, a maioria dos jovens atletas não consegue ingerir a quantidade necessária para evitar a desidratação.