MARXISMO E RELIGIÃO OU O ATEÍSMO NO CRISTIANISMO: A ANÁLISE DE ERNST BLOCH

No deslindar da reflexão acerca da relação entre utopia e religião, Ernst Bloch pode ser apontado como um autor segundo o qual o ateísmo é a verdade da religião, tal como pode sugerir o título de seu importante trabalho O ateísmo no cristianismo (1968). De fato, a questão da religião é tão relevante...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Maciel, Marta Maria Aragão, Vieira, Antonio Rufino
Formato: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Ceará (UFC)
Repositorio:Revista Dialectus
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:periodicos.ufc:article/70897
Acesso em linha:http://periodicos.ufc.br/dialectus/article/view/70897
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Ernst Bloch
Marxismo
Religião
Ateísmo
Alienação
Descrição
Resumo:No deslindar da reflexão acerca da relação entre utopia e religião, Ernst Bloch pode ser apontado como um autor segundo o qual o ateísmo é a verdade da religião, tal como pode sugerir o título de seu importante trabalho O ateísmo no cristianismo (1968). De fato, a questão da religião é tão relevante como experiência utópica que várias das obras de Ernst Bloch abordam o tema, encontrando-se também presente em obras como O Espírito da utopia (1918), Thomas Münzer: teólogo da revolução (1921), e na sua mais importante e conhecida obra, O Princípio esperança (1954-1959). Pretendemos refletir o significado da relação entre marxismo e religião no pensamento de Ernst Bloch, relação essa que nos permitirá compreender como é apenas aparente o paradoxo existente ao nos reportarmos ao autor de Herança dessa época como um “marxista cristão”, ou como um pensador “ateu religioso”, ou mesmo “ateu cristão”. Para tanto, necessitamos refletir a relação estabelecida entre utopia e religião, central na obra do autor aqui em questão, cujos lineamentos busca-se vincular diretamente ao marxismo. Como parte da superestrutura, a religião ocupa, com efeito, lugar central na preocupação filosófica de Ernst Bloch, de modo a não podermos desconsiderar essa experiência utópica que ocupa espaço tão relevante em sua produção teórica.