Distress psicológico em mulheres com neoplasia de mama submetidas à cirurgia oncológica : estudo transversal

Introdução: O câncer de mama e o tratamento (medicamentoso e cirúrgico), têm o potencial de gerar sofrimento emocional, sendo frequente a identificação de sintomas de distress (distresse), ansiedade e depressão nessas pacientes. Enquanto o sofrimento emocional se mostra prejudicial, a resiliência é...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Masotti, Elizabeth
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/295118
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/295118
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Neoplasias da mama
Angústia psicológica
Mastectomia
Resiliência psicológica
Saúde mental
Breast cancer
Psychological distress
Mastectomy
Resilience
Mental health
Descripción
Sumario:Introdução: O câncer de mama e o tratamento (medicamentoso e cirúrgico), têm o potencial de gerar sofrimento emocional, sendo frequente a identificação de sintomas de distress (distresse), ansiedade e depressão nessas pacientes. Enquanto o sofrimento emocional se mostra prejudicial, a resiliência é vista como um recurso positivo porque ajuda na adaptação, na adesão, na qualidade de vida e no enfrentamento do tratamento. Objetivo: Aprimorar o uso do Distress Thermometer (DT), relacionando os escores do instrumento com a escala Hospital Anxiety Depression Scale (HADS) para identificar qual ponto de corte no DT poderia ser indicativo de sofrimento psicológico. Como objetivo secundário foi mensurada a resiliência na presente amostra e verificada a relação com o distresse. Método: Trata-se de um estudo transversal quantitativo, seguindo as recomendações da STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology). As participantes são mulheres acompanhadas pela equipe de Mastologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) que passaram por tratamento cirúrgico de mastectomia ou cirurgia conservadora para remoção do câncer de mama nos últimos três anos. Instrumentos utilizados: questionário clínico e sociodemográfico, HADS e DT. A pesquisa recebeu aprovação no comitê de ética sob CAAE 66784622.0.0000.5327. Resultados: Entrevistou-se 236 mulheres com idade entre 26 e 85 anos (média de 57.09 DP 11.52). Identificou-se que 50% (n= 118) alcançou o ponto de corte (≥ 8) na HADS-A e 25.85% (n= 61) na HADS-D. No termômetro do DT, foi identificada a mediana de 5.0 [3.0;8.0], sendo que 169 (71.61%) pontuaram igual ou superior a 4 no termômetro e 108 (45.76%) pontuaram ≥ 6. Conclusão: Com o ponto de corte proposto as mulheres brasileiras, o DT pode ser utilizado como screening de distresse psicológico com mais acurácia, facilitando a identificação e a disponibilização do encaminhamento apropriado às pacientes sintomáticas.