| Sumario: | Como farmacêutico-músico a intenção foi refletir sobre a vivência na minha farmácia de manipulação, ao receber clientes ao som do piano, de 1996 a 2017, criando espaço de acolhimento. A literatura apontou que houve um tempo em que boticas e farmácias, além da venda de medicamentos, eram ambiências de relações de sociabilidade. Metodologicamente, trata-se de pesquisa com abordagem qualitativa e exploratória; que utilizou fontes documentais, bibliográficas, observação e narrativas do primeiro autor. Para análise e interpretação dos dados foi adotado o hermenêutico dialético. O estudo mostrou que, ao associar assistência farmacêutica com a arte fiz uma alquimia: criava-se uma ambiência com escuta mais qualificada, traduzida em potência mobilizadora por meio da música, possibilitando um espaço relacional. Historicamente, no caso das boticas e farmácias, o acolhimento se dava pelo fato de serem espaços - social, cultural e político - que atraíam quem procurava saber notícias em tempos de escasso acesso à informação. Na atualidade, diferentes estratégias mercadológicas - nas drogarias e farmácias - incentivam o consumo de diversos produtos, inclusive remédios.
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