Kurâ Itanro: cosmopolítica e língua entre os Bakairi

A interação semiótica entre humanos e não humanos para muitos ameríndios envolve mais do que processos de significação através de ícones e índices, pois para se realizarem exigem a utilização das línguas faladas pelos próprios povos e, muitas vezes, também das línguas estrangeiras das diversas alter...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Bonfim, Evandro
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
Repositorio:Revista Ñanduty
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs.pkp.sfu.ca:article/6871
Acceso en línea:https://ojs.ufgd.edu.br/nanduty/article/view/6871
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bakairi (Karib). Língua. Gramáticas Cosmopolíticas.
Descripción
Sumario:A interação semiótica entre humanos e não humanos para muitos ameríndios envolve mais do que processos de significação através de ícones e índices, pois para se realizarem exigem a utilização das línguas faladas pelos próprios povos e, muitas vezes, também das línguas estrangeiras das diversas alteridades com que se engajam. O artigo tem como objetivos mostrar, através do caso da língua Bakairi (Karib), como os idiomas indígenas estão atravessados por questões que dizem respeito às relações de alianças e conflitos com entes e potências de distintas categorias ontológicas, ou seja, por relações cosmopolíticas. E a partir da relação entre cosmopolítica e língua, presentes, por exemplo, no léxico somático dos Bakairi, o artigo propõe o conceito de “gramática cosmopolítica” como maneira de qualificar a discussão sobre política linguística para idiomas ameríndios.