Paratormônio das primeiras 8 horas pós-tireoidectomia como preditor de hipocalcemia: um estudo prospectivo
Dentre as complicações da tireoidectomia, a hipocalcemia é a mais frequente, apresentando grande dificuldade de predição. Seu manejo varia muito de serviço para serviço, não havendo uma conduta universalmente aceita. Objetivos: Avaliar a capacidade das concentrações séricas do paratormônio (PTH) nas...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/213620 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/213620 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Cálcio Hipocalcemia Hormônio paratireóideo tireoidectomia Calcium Hypocalcemia Parathyroid hormone Thyroidectomy |
| Sumario: | Dentre as complicações da tireoidectomia, a hipocalcemia é a mais frequente, apresentando grande dificuldade de predição. Seu manejo varia muito de serviço para serviço, não havendo uma conduta universalmente aceita. Objetivos: Avaliar a capacidade das concentrações séricas do paratormônio (PTH) nas primeiras 8 horas após a tireoidectomia total (TT) ou totalização de tireoidectomia (ToT), de detectar os pacientes que evoluirão com hipocalcemia e aqueles que necessitarão da reposição de cálcio (Ca). Casuísticas e Métodos: Foram avaliados 107 pacientes submetidos a TT ou ToT, prospectivamente, com dosagem de PTH no pré-operatório (PreO) e na 1a e 8a hora (h) de PO; e de Ca no PreO e com 1, 8, 14, 24, 30, 36, 42 e 48h de PO, além de quanto a outros parâmetros laboratoriais, demográficos, clínicos/cirúrgicos, anatomopatológicos e evolutivos. Os principais desfechos foram a hipocalcemia e a necessidade de reposição de Ca no PO, enquanto que as principais variáveis de interesse foram as concentrações séricas do PTH coletado na 1a e 8a h de PO. Os pacientes foram divididos em grupos normo ou hipocalcêmico, e com ou sem necessidade de reposição de Ca, e esses grupos foram comparados entre si quanto aos diferentes parâmetros avaliados. Posteriormente, foram realizadas análises uni e multivariadas para os desfechos. Para as variáveis preditoras, foram calculados a área sob a curva ROC e os pontos de melhor sensibilidade e especificidade para a predição dos desfechos. Resultados: Dos pacientes avaliados, 70,1% e 40,2% evoluíram, respectivamente, com hipocalcemia e necessidade de reposição de Ca. Foram preditores de hipocalcemia o PTH PreO, da 1a e 8a h de PO, o magnésio (Mg) do 1o PO e a ToT; e de necessidade de reposição de Ca o PTH da 1a e 8a h de PO, o Ca da 1a h e o fósforo (P) do 1o dia de PO. O cutoff do PTH de 9,7 e 8,22 pg/mL, na 1a h de PO, e de 11,2 e 8 pg/mL, na 8a h de PO, apresentaram, respectivamente, acurácia de 75,9% e 83,9%; e de 72,7% e 84,8%, com sensibilidade de 72,4% e 90,2%; e de 67,1% e 89,7% em predizer hipocalcemia e necessidade de reposição de Ca. Quando combinados, a acurácia e sensibilidade em predizer necessidade de reposição de Ca foram, respectivamente, de 84,9% e 91,9%. Conclusão: As concentrações séricas do PTH, coletadas na 1a e 8a h de PO, foram preditoras de hipocalcemia e da necessidade de reposição de Ca após TT ou ToT. |
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