O espaço da agricultura urbana como ativismo: alternativas e contradições em Paris e São Paulo
A agricultura urbana, embora ameaçada pela urbanização, dificilmente desaparece por completo. Isto se deve não apenas às materialidades remanescentes e à necessidade de estar junto ao mercado consumidor, mas também à diversidade de formas e expressões que a caracteriza. Os diferentes contextos e a m...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-05082020-171328 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-05082020-171328/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Activism Agricultura urbana Ativismo Community garden Horta comunitária Paris São Paulo Urban agriculture |
| Sumario: | A agricultura urbana, embora ameaçada pela urbanização, dificilmente desaparece por completo. Isto se deve não apenas às materialidades remanescentes e à necessidade de estar junto ao mercado consumidor, mas também à diversidade de formas e expressões que a caracteriza. Os diferentes contextos e a multiplicidade de atores evidenciam dinâmicas e funções de uma atividade que é híbrida e plural. Esta tese volta-se à expressão ativista da agricultura urbana, revelada por materializações alternativas que pretendem rediscutir a cidade, por exemplo, mediante reapropriação dos espaços públicos, reconexão com os ciclos da natureza e estreitamento dos vínculos sociais. A partir desta \"agricultura urbana como ativismo\", pode-se desenvolver novas análises e interpretações referentes aos processos de (re)produção e transformação do espaço urbano, avançar na construção conceitual acerca da agricultura urbana enquanto prática social e ampliar a reflexão sobre o direito à cidade. O recorte principal desta tese são áreas intra-urbanas de Paris e de São Paulo, com destaque às hortas comunitárias, que não são analisadas isoladamente da organização espacial que as cria. Recorre-se a procedimentos metodológicos da pesquisa-ação e, para a análise das transformações espaciais em distintos contextos (representados por aquelas duas metrópoles), são consideradas: ações do poder público, realçando políticas e programas específicos; iniciativas profissionais; materializações urbanísticas atuais (temporárias ou permanentes); e apropriações de práticas e discursos alternativos pelo capital, adentrando no campo das contradições existentes nos processos em curso. Contrasta-se, assim, o conteúdo político de um novo mercado atrelado à (re)produção do urbano com o da agricultura urbana como ativismo, cujas utopias orientam o fortalecimento de relações mais libertárias de organização material do espaço. |
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